Sunday, March 04, 2007

Heathrow airport

Esta manhã acordei pronta para uma viagem de 2 horas, sozinha, até ao AEROPORTO DE HEATHROW. Tenho de preparar a minha apresentação para o seminar grup. Vou abordar as histórias que se cruzam nos aeroportos. Pessoas, que chegam, pessoas que partem, as despedidas, os reencontros, as tristezas as alegrias... Toda a movimentação de sentimentos e diferentes histórias que se encontram no mesmo espaço.
Lembrei-me deste tema quando esperava pelo comboio dos meus pais em Victoria Station, e olhava para as pessoas que corriam com as malas e as que esperavam ansiosamente pelo comboio. E curiosamente lembrei-me de um filme que aborda este tema, fala sobre o amor no aeroporto. O filme chama-se Love actually. E curiosamente passa-se no aeroporto de Heathrow.

Apanhei o BUS 12 para Picadilly Circus, de onde posso apanhar a linha do metro, ou Tube como dizem por aqui, que vai directa para o aeroporto. O metro é um local meio sujo, a precisar de uma reforma. As carruagens são diferentes do que estamos habituados a ver em Portugal. Têm duas portas estreitas nas pontas, por onde as pessoas mal conseguem passar com as malas. Os bancos são ao comprido ao longo das paredes da carruagem. E o mais estranho é que as luzes estão constantemente a apagar, parece que há uma guerra lá fora.

Ao chegar ao aeroporto, tenho 3 sentidos diferentes para 3 terminais diferentes. Fui em direcção ao 3. Atravessei um longo corredor de tapete rolante e cheguei a uma encruzilhada onde tive de escolher entre chegadas e partidas. Decidi-me pelas partidas.

Este local é uma enorme confusão. Tem os check in todos em cima uns dos outros com curros por todo o lado e para alem disso só passam os passageiros. Eu precisava de filmar e tirar umas fotos, mas pareceu-me difícil arranjar algo que vale-se a pena.
Reparei que havia segurança por todo o lado, e pensei que seria melhor perguntar primeiro se podia tirar fotos ou filmar. Bem, a resposta foi NÃO, É ILEGAL!! Pronto, agora estava tramada.

De qualquer das maneiras fui até às chegadas ver se tinha mais sorte. A segurança era menor e o espaço era melhor. Mas precisava de ter cuidado, porque afinal estamos em Inglaterra e as pessoas não gostam muito de fotografias.

Filmei um pouco, sempre com pessoas a passar à frente, e tirei fotos que ficaram muito más. Era obrigada a usar flash para a foto ficar focada porque as pessoas não paravam de se mexer, logo ficava sempre tudo com aquele clarão horrível. E é escusado dizer que centrar era uma tarefa muito complicada, porque para alem das pessoas se mexerem, era preciso disfarçar e ser rápida.

Aproveitei para fazer o trabalho de casa do one-day Project. Cheguei ao pé de um segurança coma ar simpático e perguntei-lhe qual foi a história mais engraçada que ele viu acontecer naquele aeroporto. Ele foi muito atencioso e propôs-se a ajudar-me, mas a história mais engraçada que ele viu era bastante aborrecida. lol
Mas o mais engraçado disto, é que ele é um segurança, eu estava a filmá-lo, ele sabia, e não disse nada a respeito disso. Ou seja, estava a falhar. hehe.

Passei pelos diferentes terminais, visitando tanto as entradas como as saídas. E acho que apanhei mais despedidas que reencontros. Mas as dificuldades, também foram bastantes. Nunca conseguia apanhar a tempo, ou quando eu queria gravar punha-se alguém à frente o tempo suficiente para eu perder tudo. Mas pior, foi que o DVD da maquina acabou. Bem, espero que consiga tirar alguma coisa de jeito dali.

Terminal 1

Friday, March 02, 2007

One-day Project

One-day Project. É a primeira vez que participamos em algo assim. O conceito é darem-nos um briefing e ter-mos que fazer o que pedem nesse dia com o que tivermos à mão.

Chegámos à escola, e estavam dois rapazes, o Ben e o Patrick, a distribuir briefings. São estes dois rapazes que vão conduzir os one-day Project deste ano. São alunos do 3º ano de fotografia e vão usar-nos para um projecto deles.
O briefing era sair à rua e em hora e meia, tirar fotos a desconhecidos com mais de 45 anos junto a nós.
Á partida, é um projecto chato mas ao mesmo tempo entusiasmante, e que não parece ser difícil. Mas é. Os ingleses odeiam fotos. Ninguém quer ser fotografado com medo do que se possa fazer. Alguns chegam a ser muito rudes, principalmente as velhotas. E mesmo os que aceitam perguntam repetitivamente se a foto não vai para a net, e se não vamos utiliza-la para nada de mal. Paranóicos, por tanto.

Eu com um senhor com mais de 45 anos

Eu com um senhor com mais de 45 anos

Depois disto, passámos a tarde a definir o próximo projecto. Tínhamos de escolher alguém que não conhecesse-mos para abordar e ter um pequeno dialogo. Dizer o que queríamos tirar dessa conversa e como a íamos registar.
Isto é um projecto para fazer durante a semana e ser utilizado no próximo one-day Project, ou seja, próxima sexta feira. O que não percebo é porque um ONE-DAY PROJECT é para ser feito durante a SEMANA. Vai completamente contra o conceito do projecto. è suposto ser feito num dia não numa semana.
E também não percebo porque puseram dois gajos de fotografia a dar um projecto a alunos de design gráfico. Até agora parece mais um trabalho de jornalismo que design.

Todos juntos

Thursday, March 01, 2007

Espontaneidade nas aulas

Hoje era mais uma quinta feira e como todas as quintas feiras está programado o seminar grup de manhã e tutória à tarde. Para variar até resolvemos ir, afinal podia-mos ir mais que uma vez aos seminários. Mas desta vez a coisa não correu como se esperava.
Parece que ninguém apareceu para dar o seminário desta manhã. E ninguém sabe de quem era a vez.

Bem, sem mais nada que fazer ficámos a conversar sobre os seminários que já foram feitos e os que estão por fazer. Pois alguns precisam de ajuda a decidir o tema que vão escolher, como eu por exemplo. E só faltam 2 semanas para a minha vez.

Durante isto, aconteceu o mais inesperado. O Sophus estava a queixar-se de dores nas costas. Então, o David disse para nos deitarmos todos no chão para que o Sophus ficasse mais confortável. E assim foi, deitaram-se todos nos chão, menos eu que aproveitei para fazer a reportagem do dia (tirar fotos).

Com isto, começaram a observar o tecto, enquanto o David questionava porque os canos eram a direito e não iam às curvas, ou porque o tecto tinha aquele ângulo e se aquela janela já existia ali desde o principio ou se teria sido posta posteriormente. Ou seja, a questionar tudo, e ver tudo de formas diferentes. A verdade é que ele é mesmo assim. Está constantemente a questionar tudo e criar soluções para todas as perguntas. A mente do David está em constante actividade, é incrível.

Todos no chão

O tecto da sala

Enquanto se questionava quanto aos aspectos da sala, o David lembrou-se de perguntar se alguém já tinha entrado alguma vez na Southwark Gallery, uma galeria pequena mesmo ao lado da escola. Sem esperar pela resposta perguntou se alguém sabia o que estava lá, e mais uma vez sem resposta, disse: “Vamos lá”. Levantou-se, arrumou as coisas, e fomos todos em direcção à galeria. Mas, mesmo antes de sairmos da sala alguém perguntou o que estava por trás daquela porta que está sempre fechada. Ao qual o David respondeu que era a sala de fé, que servia para rezar. Decidiu, então levar-nos lá antes de sair-mos.
Como aquele porta não dá para abrir fomos de volta, pela porta do lado oposto. A sala é uma divisão minúscula, completamente vazia. Tem 4 portas, a que usámos para entrar, a que dá para o studio, uma que diz exit mas não abre e uma mais estranha ainda que é encostada ao tecto e vem só até meio da parede. Esta porta, que alguns responderam que dava para o céu, dá provavelmente para o studio, porque exactamente do lado oposto da parede, no interior do studio, está lá uma porta no mesmo local. Mas estas mentes criativas, ou alucinadas, consoante no que preferirmos acreditar, encontram sempre novas soluções.

A porta do céu

Depois de tentar-mos não desrespeitar a sala de fé, fomos, então, direito à galeria. Mas quanto chegámos estava fechada.

Todos a caminho da galeria

Depois de mais algumas questões do David, surgiu-lhe outra ideia. “Vamos todos à biblioteca, e têm 60 segundos para escolher um livro das prateleiras e juntá-lo na mesa”.
Assim fizemos, juntámos os livros e tirámos fotos. De seguida tínhamos 10 segundos para escolher uma pagina e pousar os livros. Mais uma vez, tirei fotos. A seguir, tínhamos de pegar num livro que outro tinha escolhido e escolher uma pagina. Assim fizemos e pousamos os livros, aos quais tirei mais uma foto.

Os livros escolhidos

Os livros abertos


Não sei qual foi o propósito, talvez passar tempo de forma espontânea, mas foi muito divertido. Pode parecer parvo, mas a verdade é que estes momentos libertam-nos, o que ajuda a tornar-nos mais criativos. Não por ter feito uma vez, mas se vivesse assim a minha vida provavelmente ia ser mais feliz e ter uma mente mais aberta, e consecutivamente mais criativa. Isto porque o que muitas vezes nos impede de ter grandes ideias é prendermo-nos a nós próprios. O levar tudo tão a sério só prejudica a nossa capacidade de nos libertar-nos. E é essa liberdade que nos deixa vaguear por ideais alucinantes que podem acabar em excelentes projectos.

Bem, com isto a manhã acabou. Depois de almoço voltámos ao estúdio para uma tutória conjunta. Falámos dos projectos pessoais de cada um, mas nada desenvolvido, porque ainda está tudo no inicio. Só nós é que temos que terminar já a correr.

É muito injusto termos de fazer os trabalhos todos do GD5 quando só apanhamos metade do modulo. Acabamos por ter que fazer o mesmo que os outros mas em menos 2 meses. SIM, 2 MESES!! Nós temos um mês para fazer enquanto eles vão ter mais 2 meses pela frente para os fazer.
Não percebo porque temos de ser tratadas assim. Temos trabalhos a mais daqui e ainda mais lá.

Wednesday, February 28, 2007

Afinal ate sabem usar programas

O dia de hoje estava programado para o dia todo. Incrivelmente, foi a primeira vez que vi metade da turma toda na mesma sala. Sim, metade, porque inteira é impossível.
A aula desta manhã foi definitivamente reveladora. Tivemos a oportunidade de ver alguns dos vídeos feitos para o projecto do GD4, Sex, Lies and Comunication.
Os vídeos eram bem melhores do que eu esperava. Isto porque todos mostraram saber utilizar um programa de edição, alguns com mais complexidade que outros. No entanto, muitos dos vídeos eram confusos, de modo que não consegui perceber o sentido de maior parte deles. Também reparei que muitos usavam um estilo anos 80 ou 90, tanto na musica e cenário, como no tipo de edição e cores usadas. É muito estranho, às vezes parece mesmo que os ingleses pararam no tempo, pois mesmo as roupas que usam, os jovens deste tipo de áreas, é toda ao estilo desses mesmos anos.
A maioria dos vídeos pareceram-me aborrecidos, desinteressantes e a viajar muito longe do conceito, o que tornava difícil compreender a mensagem. Mas no meio de tudo isto, ouve dois vídeos que se destacaram, e por tal receberam palmas no final. Um era excelente em termos de montagem, que era extremamente complexa, e visualmente era bastante interessante, actual e chocante. Deve ter dado um trabalhão a fazer, mas valeu a pena o trabalho. Este vídeo misturava grafismos com fotografia e desenho, transformando tudo numa animação com critica social. FABULOSO!!
O outro tinha uma edição mais simples mas estava muito bem conseguido. Retratava na perfeição a monotonia, sem se tornar monótono. Ou seja, PERFEITO.

Fiquei também muito contente porque quando o David mostrou a minha animação para o briefing da MTV para o D&AD, todos aplaudiram, e recebi bons comentários. Discutimos algumas pequenas alterações e o David incentivou-me a concorrer.
Senti-me bastante satisfeita pela resposta que obti com o projecto e gostava realmente de participar, até porque seria a primeira vez que iria participar em algum concurso de design. Mas sinto que o projecto não é suficientemente bom para esta competição, o que me deixa um pouco relutante. No entanto eu sei que é bom participar nestas coisas, e eu nunca o faço porque sinto sempre que não tenho trabalho para isso. Mas tenho que saber arriscar, mesmo que seja só por concorrer já é um passo que estou a dar.

Por esta altura já eram mais que horas para almoçar. Esta sessão acabou e nós já não voltámos à tarde. O David ia usar o resto do dia num assunto que não nos dizia respeito, era só para o resto da turma que tivesse interessada. Portanto fomos embora.
Ainda tínhamos falado em aproveitar este raro dia de sol para dar um passeio, mas mal chegámos a casa a Andreia caiu na cama e adormeceu. Como não a quis acordar aproveitei para continuar trabalho.

Monday, February 26, 2007

Acabou o turismo e voltou a monotonia

Esta manhã, levantei tão cedo como o costume, para levar os meus pais à estação de comboio. Entre o comprar os bilhetes e partir, ainda deu para tomar-mos um cafezinho, mas rapidamente se foram embora.
De repente, fiquei sozinha. Sem saber o que fazer.
Agora que a diversão acabou e já experimentei tudo o que posso esperar daqui, começo a ficar cansada de aqui estar. A minha cama começa a fazer falta, e principalmente a facilidade de ter tudo o que preciso. Mas principalmente sinto falta de alguém com quem conviver.

Hoje, as minhas hipóteses de que isso aconteça não são muitas. A Andreia anda a passear com o Zé, que está cá a passar uns dias. Mas de qualquer forma, mesmo que estivesse em casa, o mais provável era passar o dia todo fechada no quarto em frente ao computador.

Bem, decidi ir dar uma volta nas lojas da Camberwell road, à procura de tecido e botões para o meu personal Project. Infelizmente continuo sem encontrar. Já tinha perguntado a amigos meus que vivem cá, onde encontrar, mas eles não sabem. No entanto, pior que isso, é eu perguntar a pessoas de cá e também não saberem. Parece que não deve haver disso em Inglaterra.
Acabei por comprar uns panos de limpeza, que talvez me sirvam para remediar.

Depois disto, fui almoçar, sozinha, a um restaurante Italiano que fica perto de casa. Já tinha reparado nele várias vezes e nunca tinha entrado. Até tem bom aspecto e para melhorar, os empregados são portugueses. Foram bastante simpáticos, inclusive um deles convidou-nos, a mim e à Andreia, pois eu comentei sobre a sua existência, para ir lá beber um copo um dia destes depois das 11 p.m. (provavelmente a hora em que pode receber gente no restaurante).

Bem, sem mais nada que fazer, comprei umas coisas para me alimentar nos próximos dias, pois mais ninguém se vai preocupar com isso, e fui para casa.
E lá vou eu voltar ao aborrecimento do quotidiano.

Sunday, February 25, 2007

Portobello Market

Hoje é dia de ir às compras. Fomos direitos ao PORTOBELLO MARKET, em Portobello Road. Este é um mercado, onde se encontra muita coisa em segunda mão, desde roupa a CDs e antiguidades. Tem uma zona de bancas de rua e continua pela rua a cima onde se pode ver, também, muitas lojas de portas abertas.
Encontrei novamente tipos moveis à venda, parece normal encontra-los pelos mercados. Mas o que mais me agradou foi lojas de roupa alternativa, muito gira, onde comprei uma blusa a que o meu pai prefere chamar de bibe (ou como se diz no norte de Portugal, bata).

Andámos muito, mas não foi nada cansativo, talvez por causa do treino que já levamos.





O dia de hoje não foi muito mais que isto porque os meus pais precisavam de fazer as malas. Mas à noite fomos jantar ao Nando’s, para que os meus pais pudessem experimentar o frango com piri-piri típico português.

Saturday, February 24, 2007

No meu dia de anos so desejo passear num labirinto

Hoje é o meu dia de anos. Já tive com os amigos ontem à noite, por isso hoje é para passear com os papás, que é o que tenho feito toda a semana.

Como é uma das ultimas coisas que falta, e que eu queria ver, fomos ao PALÁCIO DE HAMPTON COURT. Este fica a 15 km de Londres, por isso fomos apanhar o comboio a Waterloo Station em direcção à periferia.

A viagem não foi muito longa, mas deu para observar uma rápida mudança do outro lado da janela. Os grandes prédios cinzentos ficaram para trás e chegaram as pequenas vivendas com jardim, os lagos e as arvores ao longe.

A ver a terra a mover

Hampton Court parece ser uma vilazita pacata à beira rio, mas não posso afirmar com certeza porque não vi mais para alem do curto caminho que vai entre a estação do comboio e o palácio.
Passámos a pé uma pequena ponte que atravessava o rio e demos logo de caras com um portão do palácio. O que não me espantou minimamente, pois como é obvio, já estava a vê-lo à distancia.

Mal entrámos, fui logo direita ao labirinto. SIM, UM LABIRINTO! Ouve uma época em que era habito ter um jardim em labirinto nos palácios. NÃO É FANTÁSTICO?!
O labirinto não era muito grande mas o suficiente para perder uma boa meia hora às voltas, as paredes eram arbustos, com cerca de 2 metros de altura e entre eles estava uma vedação de ferro para que ninguém se enfiasse pelos buracos entre os ramos numa tentativa desesperada de sair.
Lá fui eu, toda contente, com os meus pais a seguirem-me. Andamos por caminhos estreitos que por vezes não tinham saída ou iam dar ao mesmos sitio de onde tinha vindo. LOL, É MESMO FIXE!
Por ali andavam outras pessoas em busca do centro do labirinto e obviamente, a saída. De vez em quando via-se um miúdo que passava a correr a chamar pela mãe, assim como umas chinesas que nunca paravam de rir, mas o mais caricato eram umas velhotas com um ar muito divertido a tentar descobrir o caminho.
O labirinto não era muito difícil, depois de algumas tentativas, que duraram uns 10 minutos no máximo, encontrei a saída e o centro. Sim, esta é a ordem correcta, encontrei primeiro a saída e depois o centro. Não é preciso gozar comigo, a falha não foi minha, mas sim do labirinto. Estupidamente a saída é à entrada do centro. Sei que isto não faz muito sentido, mas a verdade é que não pude verificar a situação, pois não havia nenhum sitio alto onde pudesse ver o labirinto de cima.

CHEGUEI!!

HA HA, A PENSAR QUE ME PERDIA!!

Depois disto já fiquei satisfeita, mas tive pena de não ter ninguém comigo que quisesse fazer uma corrida e ver quem chega primeiro ao fim. Quem me dera ter um labirinto em casa.

Como já eram horas de almoçar, fomos ao restaurante nos jardins do palácio comer uma refeição inglesa. Não estava muito má. A primeira garfada até sabe bastante bem, o pior é quando damos a segunda. Quanto mais comes, mais te apercebes do tempero excessivo, o que torna a comida bastante enjoativa. No entanto aproveitei para comer um scone, que eu adoro, apesar de que não estava lá grande coisa, era muito seco.

De barriga cheia, e a ouvir o meu pai cheio de pressas porque não havia tempo para ver tudo, afinal eram 1:30, 2 horas e o palácio fechava às 4:30.
O edifício, é um palácio medieval, bastante requintado. Passaram por ele muitos reis, e cada um ocupou um espaço diferente do mesmo.

O Palácio de Hampton Court

Passeamos por diferentes aposentos, onde vimos varias camas de dossel que quase alcançavam o tecto. A maioria das paredes eram cobertas por grandes quadros, embora a entrada de um dos aposentos continha uma pintura deslumbrante directamente nas paredes e tecto da divisão.
Parece que no meio da visita passei por um fantasma mas não dei por isso. Ao que consta é o fantasma de uma tal de Catarina, mulher de um dos reis, que foi mandada matar pelo próprio marido, acusada de traição.
Visitámos, também as inúmeras cozinhas, e os grandes jardins maravilhosos, que neste momento muitos deles estavam sem nada.

A arvore cogumelo gigante do jardim do palácio

O mais engraçado na organização turística deste palácio, é que usufrui de uma companhia de actores que desempenham papeis enquanto fazem visitas guiadas. Podemos mesmo assistir a algumas histórias que ali se passaram.
É muito giro para assistir, mas infelizmente não consegui acompanhar o grupo que eu queria porque a minha mãe foi à casa de banho e nunca mais voltava. Assim, tive de deixar o grupo partir e já não podia ir atrás.

Bem, depois de tudo visto, já estávamos cansados de andar. Decidimos voltar para casa e descansar um pouco, enquanto pensávamos onde ir jantar.
Entre alguns dos restaurantes que eu tinha assentado no bloco, que eram os únicos que tínhamos conhecimento depois da minha mãe perder o livro sobre Londres que nos servia de guia, sugeri o MANGO ROOM.

Desta vez, não era dia dos namorados, então foi mais rápido arranjar uma mesa, só tivemos de esperar meia hora. Mas enquanto isso pedimos umas bebidas deliciosas, especialmente uma que levava leite de coco que era de levar às lágrimas.
Desta vez não escolhi tão bem o prato. Pedi Pato com molho de mel. Era fantástico, e a carne estava bem tenrinha, mas não tinha era acompanhamento. Este é daqueles sítios onde a comida é boa, a apresentação do prato é muito agradável, mas a quantidade de comida deixa um pouco a desejar, para não dizer a passar fome. E para melhorar, é quase preciso deixar um ordenado para pagar o jantar.
Mas é os meus anos, e tenho direito a um sitio especial.

O meu prato