Thursday, March 01, 2007

Espontaneidade nas aulas

Hoje era mais uma quinta feira e como todas as quintas feiras está programado o seminar grup de manhã e tutória à tarde. Para variar até resolvemos ir, afinal podia-mos ir mais que uma vez aos seminários. Mas desta vez a coisa não correu como se esperava.
Parece que ninguém apareceu para dar o seminário desta manhã. E ninguém sabe de quem era a vez.

Bem, sem mais nada que fazer ficámos a conversar sobre os seminários que já foram feitos e os que estão por fazer. Pois alguns precisam de ajuda a decidir o tema que vão escolher, como eu por exemplo. E só faltam 2 semanas para a minha vez.

Durante isto, aconteceu o mais inesperado. O Sophus estava a queixar-se de dores nas costas. Então, o David disse para nos deitarmos todos no chão para que o Sophus ficasse mais confortável. E assim foi, deitaram-se todos nos chão, menos eu que aproveitei para fazer a reportagem do dia (tirar fotos).

Com isto, começaram a observar o tecto, enquanto o David questionava porque os canos eram a direito e não iam às curvas, ou porque o tecto tinha aquele ângulo e se aquela janela já existia ali desde o principio ou se teria sido posta posteriormente. Ou seja, a questionar tudo, e ver tudo de formas diferentes. A verdade é que ele é mesmo assim. Está constantemente a questionar tudo e criar soluções para todas as perguntas. A mente do David está em constante actividade, é incrível.

Todos no chão

O tecto da sala

Enquanto se questionava quanto aos aspectos da sala, o David lembrou-se de perguntar se alguém já tinha entrado alguma vez na Southwark Gallery, uma galeria pequena mesmo ao lado da escola. Sem esperar pela resposta perguntou se alguém sabia o que estava lá, e mais uma vez sem resposta, disse: “Vamos lá”. Levantou-se, arrumou as coisas, e fomos todos em direcção à galeria. Mas, mesmo antes de sairmos da sala alguém perguntou o que estava por trás daquela porta que está sempre fechada. Ao qual o David respondeu que era a sala de fé, que servia para rezar. Decidiu, então levar-nos lá antes de sair-mos.
Como aquele porta não dá para abrir fomos de volta, pela porta do lado oposto. A sala é uma divisão minúscula, completamente vazia. Tem 4 portas, a que usámos para entrar, a que dá para o studio, uma que diz exit mas não abre e uma mais estranha ainda que é encostada ao tecto e vem só até meio da parede. Esta porta, que alguns responderam que dava para o céu, dá provavelmente para o studio, porque exactamente do lado oposto da parede, no interior do studio, está lá uma porta no mesmo local. Mas estas mentes criativas, ou alucinadas, consoante no que preferirmos acreditar, encontram sempre novas soluções.

A porta do céu

Depois de tentar-mos não desrespeitar a sala de fé, fomos, então, direito à galeria. Mas quanto chegámos estava fechada.

Todos a caminho da galeria

Depois de mais algumas questões do David, surgiu-lhe outra ideia. “Vamos todos à biblioteca, e têm 60 segundos para escolher um livro das prateleiras e juntá-lo na mesa”.
Assim fizemos, juntámos os livros e tirámos fotos. De seguida tínhamos 10 segundos para escolher uma pagina e pousar os livros. Mais uma vez, tirei fotos. A seguir, tínhamos de pegar num livro que outro tinha escolhido e escolher uma pagina. Assim fizemos e pousamos os livros, aos quais tirei mais uma foto.

Os livros escolhidos

Os livros abertos


Não sei qual foi o propósito, talvez passar tempo de forma espontânea, mas foi muito divertido. Pode parecer parvo, mas a verdade é que estes momentos libertam-nos, o que ajuda a tornar-nos mais criativos. Não por ter feito uma vez, mas se vivesse assim a minha vida provavelmente ia ser mais feliz e ter uma mente mais aberta, e consecutivamente mais criativa. Isto porque o que muitas vezes nos impede de ter grandes ideias é prendermo-nos a nós próprios. O levar tudo tão a sério só prejudica a nossa capacidade de nos libertar-nos. E é essa liberdade que nos deixa vaguear por ideais alucinantes que podem acabar em excelentes projectos.

Bem, com isto a manhã acabou. Depois de almoço voltámos ao estúdio para uma tutória conjunta. Falámos dos projectos pessoais de cada um, mas nada desenvolvido, porque ainda está tudo no inicio. Só nós é que temos que terminar já a correr.

É muito injusto termos de fazer os trabalhos todos do GD5 quando só apanhamos metade do modulo. Acabamos por ter que fazer o mesmo que os outros mas em menos 2 meses. SIM, 2 MESES!! Nós temos um mês para fazer enquanto eles vão ter mais 2 meses pela frente para os fazer.
Não percebo porque temos de ser tratadas assim. Temos trabalhos a mais daqui e ainda mais lá.

Wednesday, February 28, 2007

Afinal ate sabem usar programas

O dia de hoje estava programado para o dia todo. Incrivelmente, foi a primeira vez que vi metade da turma toda na mesma sala. Sim, metade, porque inteira é impossível.
A aula desta manhã foi definitivamente reveladora. Tivemos a oportunidade de ver alguns dos vídeos feitos para o projecto do GD4, Sex, Lies and Comunication.
Os vídeos eram bem melhores do que eu esperava. Isto porque todos mostraram saber utilizar um programa de edição, alguns com mais complexidade que outros. No entanto, muitos dos vídeos eram confusos, de modo que não consegui perceber o sentido de maior parte deles. Também reparei que muitos usavam um estilo anos 80 ou 90, tanto na musica e cenário, como no tipo de edição e cores usadas. É muito estranho, às vezes parece mesmo que os ingleses pararam no tempo, pois mesmo as roupas que usam, os jovens deste tipo de áreas, é toda ao estilo desses mesmos anos.
A maioria dos vídeos pareceram-me aborrecidos, desinteressantes e a viajar muito longe do conceito, o que tornava difícil compreender a mensagem. Mas no meio de tudo isto, ouve dois vídeos que se destacaram, e por tal receberam palmas no final. Um era excelente em termos de montagem, que era extremamente complexa, e visualmente era bastante interessante, actual e chocante. Deve ter dado um trabalhão a fazer, mas valeu a pena o trabalho. Este vídeo misturava grafismos com fotografia e desenho, transformando tudo numa animação com critica social. FABULOSO!!
O outro tinha uma edição mais simples mas estava muito bem conseguido. Retratava na perfeição a monotonia, sem se tornar monótono. Ou seja, PERFEITO.

Fiquei também muito contente porque quando o David mostrou a minha animação para o briefing da MTV para o D&AD, todos aplaudiram, e recebi bons comentários. Discutimos algumas pequenas alterações e o David incentivou-me a concorrer.
Senti-me bastante satisfeita pela resposta que obti com o projecto e gostava realmente de participar, até porque seria a primeira vez que iria participar em algum concurso de design. Mas sinto que o projecto não é suficientemente bom para esta competição, o que me deixa um pouco relutante. No entanto eu sei que é bom participar nestas coisas, e eu nunca o faço porque sinto sempre que não tenho trabalho para isso. Mas tenho que saber arriscar, mesmo que seja só por concorrer já é um passo que estou a dar.

Por esta altura já eram mais que horas para almoçar. Esta sessão acabou e nós já não voltámos à tarde. O David ia usar o resto do dia num assunto que não nos dizia respeito, era só para o resto da turma que tivesse interessada. Portanto fomos embora.
Ainda tínhamos falado em aproveitar este raro dia de sol para dar um passeio, mas mal chegámos a casa a Andreia caiu na cama e adormeceu. Como não a quis acordar aproveitei para continuar trabalho.

Monday, February 26, 2007

Acabou o turismo e voltou a monotonia

Esta manhã, levantei tão cedo como o costume, para levar os meus pais à estação de comboio. Entre o comprar os bilhetes e partir, ainda deu para tomar-mos um cafezinho, mas rapidamente se foram embora.
De repente, fiquei sozinha. Sem saber o que fazer.
Agora que a diversão acabou e já experimentei tudo o que posso esperar daqui, começo a ficar cansada de aqui estar. A minha cama começa a fazer falta, e principalmente a facilidade de ter tudo o que preciso. Mas principalmente sinto falta de alguém com quem conviver.

Hoje, as minhas hipóteses de que isso aconteça não são muitas. A Andreia anda a passear com o Zé, que está cá a passar uns dias. Mas de qualquer forma, mesmo que estivesse em casa, o mais provável era passar o dia todo fechada no quarto em frente ao computador.

Bem, decidi ir dar uma volta nas lojas da Camberwell road, à procura de tecido e botões para o meu personal Project. Infelizmente continuo sem encontrar. Já tinha perguntado a amigos meus que vivem cá, onde encontrar, mas eles não sabem. No entanto, pior que isso, é eu perguntar a pessoas de cá e também não saberem. Parece que não deve haver disso em Inglaterra.
Acabei por comprar uns panos de limpeza, que talvez me sirvam para remediar.

Depois disto, fui almoçar, sozinha, a um restaurante Italiano que fica perto de casa. Já tinha reparado nele várias vezes e nunca tinha entrado. Até tem bom aspecto e para melhorar, os empregados são portugueses. Foram bastante simpáticos, inclusive um deles convidou-nos, a mim e à Andreia, pois eu comentei sobre a sua existência, para ir lá beber um copo um dia destes depois das 11 p.m. (provavelmente a hora em que pode receber gente no restaurante).

Bem, sem mais nada que fazer, comprei umas coisas para me alimentar nos próximos dias, pois mais ninguém se vai preocupar com isso, e fui para casa.
E lá vou eu voltar ao aborrecimento do quotidiano.

Sunday, February 25, 2007

Portobello Market

Hoje é dia de ir às compras. Fomos direitos ao PORTOBELLO MARKET, em Portobello Road. Este é um mercado, onde se encontra muita coisa em segunda mão, desde roupa a CDs e antiguidades. Tem uma zona de bancas de rua e continua pela rua a cima onde se pode ver, também, muitas lojas de portas abertas.
Encontrei novamente tipos moveis à venda, parece normal encontra-los pelos mercados. Mas o que mais me agradou foi lojas de roupa alternativa, muito gira, onde comprei uma blusa a que o meu pai prefere chamar de bibe (ou como se diz no norte de Portugal, bata).

Andámos muito, mas não foi nada cansativo, talvez por causa do treino que já levamos.





O dia de hoje não foi muito mais que isto porque os meus pais precisavam de fazer as malas. Mas à noite fomos jantar ao Nando’s, para que os meus pais pudessem experimentar o frango com piri-piri típico português.

Saturday, February 24, 2007

No meu dia de anos so desejo passear num labirinto

Hoje é o meu dia de anos. Já tive com os amigos ontem à noite, por isso hoje é para passear com os papás, que é o que tenho feito toda a semana.

Como é uma das ultimas coisas que falta, e que eu queria ver, fomos ao PALÁCIO DE HAMPTON COURT. Este fica a 15 km de Londres, por isso fomos apanhar o comboio a Waterloo Station em direcção à periferia.

A viagem não foi muito longa, mas deu para observar uma rápida mudança do outro lado da janela. Os grandes prédios cinzentos ficaram para trás e chegaram as pequenas vivendas com jardim, os lagos e as arvores ao longe.

A ver a terra a mover

Hampton Court parece ser uma vilazita pacata à beira rio, mas não posso afirmar com certeza porque não vi mais para alem do curto caminho que vai entre a estação do comboio e o palácio.
Passámos a pé uma pequena ponte que atravessava o rio e demos logo de caras com um portão do palácio. O que não me espantou minimamente, pois como é obvio, já estava a vê-lo à distancia.

Mal entrámos, fui logo direita ao labirinto. SIM, UM LABIRINTO! Ouve uma época em que era habito ter um jardim em labirinto nos palácios. NÃO É FANTÁSTICO?!
O labirinto não era muito grande mas o suficiente para perder uma boa meia hora às voltas, as paredes eram arbustos, com cerca de 2 metros de altura e entre eles estava uma vedação de ferro para que ninguém se enfiasse pelos buracos entre os ramos numa tentativa desesperada de sair.
Lá fui eu, toda contente, com os meus pais a seguirem-me. Andamos por caminhos estreitos que por vezes não tinham saída ou iam dar ao mesmos sitio de onde tinha vindo. LOL, É MESMO FIXE!
Por ali andavam outras pessoas em busca do centro do labirinto e obviamente, a saída. De vez em quando via-se um miúdo que passava a correr a chamar pela mãe, assim como umas chinesas que nunca paravam de rir, mas o mais caricato eram umas velhotas com um ar muito divertido a tentar descobrir o caminho.
O labirinto não era muito difícil, depois de algumas tentativas, que duraram uns 10 minutos no máximo, encontrei a saída e o centro. Sim, esta é a ordem correcta, encontrei primeiro a saída e depois o centro. Não é preciso gozar comigo, a falha não foi minha, mas sim do labirinto. Estupidamente a saída é à entrada do centro. Sei que isto não faz muito sentido, mas a verdade é que não pude verificar a situação, pois não havia nenhum sitio alto onde pudesse ver o labirinto de cima.

CHEGUEI!!

HA HA, A PENSAR QUE ME PERDIA!!

Depois disto já fiquei satisfeita, mas tive pena de não ter ninguém comigo que quisesse fazer uma corrida e ver quem chega primeiro ao fim. Quem me dera ter um labirinto em casa.

Como já eram horas de almoçar, fomos ao restaurante nos jardins do palácio comer uma refeição inglesa. Não estava muito má. A primeira garfada até sabe bastante bem, o pior é quando damos a segunda. Quanto mais comes, mais te apercebes do tempero excessivo, o que torna a comida bastante enjoativa. No entanto aproveitei para comer um scone, que eu adoro, apesar de que não estava lá grande coisa, era muito seco.

De barriga cheia, e a ouvir o meu pai cheio de pressas porque não havia tempo para ver tudo, afinal eram 1:30, 2 horas e o palácio fechava às 4:30.
O edifício, é um palácio medieval, bastante requintado. Passaram por ele muitos reis, e cada um ocupou um espaço diferente do mesmo.

O Palácio de Hampton Court

Passeamos por diferentes aposentos, onde vimos varias camas de dossel que quase alcançavam o tecto. A maioria das paredes eram cobertas por grandes quadros, embora a entrada de um dos aposentos continha uma pintura deslumbrante directamente nas paredes e tecto da divisão.
Parece que no meio da visita passei por um fantasma mas não dei por isso. Ao que consta é o fantasma de uma tal de Catarina, mulher de um dos reis, que foi mandada matar pelo próprio marido, acusada de traição.
Visitámos, também as inúmeras cozinhas, e os grandes jardins maravilhosos, que neste momento muitos deles estavam sem nada.

A arvore cogumelo gigante do jardim do palácio

O mais engraçado na organização turística deste palácio, é que usufrui de uma companhia de actores que desempenham papeis enquanto fazem visitas guiadas. Podemos mesmo assistir a algumas histórias que ali se passaram.
É muito giro para assistir, mas infelizmente não consegui acompanhar o grupo que eu queria porque a minha mãe foi à casa de banho e nunca mais voltava. Assim, tive de deixar o grupo partir e já não podia ir atrás.

Bem, depois de tudo visto, já estávamos cansados de andar. Decidimos voltar para casa e descansar um pouco, enquanto pensávamos onde ir jantar.
Entre alguns dos restaurantes que eu tinha assentado no bloco, que eram os únicos que tínhamos conhecimento depois da minha mãe perder o livro sobre Londres que nos servia de guia, sugeri o MANGO ROOM.

Desta vez, não era dia dos namorados, então foi mais rápido arranjar uma mesa, só tivemos de esperar meia hora. Mas enquanto isso pedimos umas bebidas deliciosas, especialmente uma que levava leite de coco que era de levar às lágrimas.
Desta vez não escolhi tão bem o prato. Pedi Pato com molho de mel. Era fantástico, e a carne estava bem tenrinha, mas não tinha era acompanhamento. Este é daqueles sítios onde a comida é boa, a apresentação do prato é muito agradável, mas a quantidade de comida deixa um pouco a desejar, para não dizer a passar fome. E para melhorar, é quase preciso deixar um ordenado para pagar o jantar.
Mas é os meus anos, e tenho direito a um sitio especial.

O meu prato

Friday, February 23, 2007

Science Museum e o fantastico musical WICKED

Para este dia pensámos em fazer algo menos cansativo para nos aguentar-mos bem para a noite, pois tínhamos bilhetes para um musical. Não sei bem como mas, para a minha mãe, um dia calmo passa por um dia num museu. Se bem que os meus pés não costumam concordar.

Como queríamos fazer o dia com mais calma, levantámo-nos bastante mais tarde, às 9 a.m. Quase que dava para recuperar o sono da ultima semana.

Fomos, então, passar o dia no SCIENCE MUSEUM. Já tinha ouvido falar maravilhas deste museu, todos me diziam que era muito giro, cheio de diversões e que eu devia mesmo ir. Contudo, isso só me levou a ter uma grande desilusão.
Imaginava um espaço cheio de experiencias cientificas giras, onde se pudesse constatar soluções por nós próprios. O que era muito mais divertido e fácil para as crianças aprenderem. E pensava que iria encontrar novas tecnologias, ou tecnologias fantásticas. Mas não. O museu era muito mais à volta do passado. Expõe a história da medicina desde os primórdios, como a medicina egípcia e grega. Constava, também, engenharia mecânica, onde podíamos ver expostos carros, aviões, barcos e comboios. BORING!
O que pareceu ser um pouco mais engraçado foi a exposição do spykids, mas mesmo assim foi uma desilusão. A maioria das maquinas que tinha eram a fingir e passava apenas vídeos como se tivessem a funcionar, mas não enganavam ninguém. Os poucos jogos que tinha, eram computorizados, mas muito maus, para alem de não terem piada, eram jogos demasiado básicos e aborrecidos.
Estava à espera de muito melhor, até porque tinham capacidade para o fazer e não o fazem.

Science Museum

Bem, quando demos por nós já eram 5 da tarde e tinha-mos de ir embora. Era preciso chegar a Victoria, jantar e estar no teatro às 7:30 p.m. Tínhamos bilhetes para o novo musical, WICKED.

WICKED...

Isto sim, valeu a pena. A sala era enorme e nós ficámos nos lugares mais distantes do palco. OS MAIS BARATOS, PORTANTO. Mas isto podia ser pior se não tivéssemos os binóculos. Sim, porque curiosamente existiam binóculos nas costas dos bancos onde podíamos por uma moeda de 50p para os tirar.
Mas realmente não me importava de ter dado 65 libras para os lugares mais próximos, pois o espectáculo merece o dinheiro.

Prontas para ver o espectaculo

Posso afirmar que isto foi o melhor momento que passei em Londres. Eu sei que a minha opinião é suspeita porque adoro musicais e mesmo a história é feita ao meu gosto. Adoro tudo o que envolve magia, bruxas e contos. Mas mesmo assim, considero a história muito interessante, ela conta o lado que nunca foi contado da história do feiticeiro de Oz. Ou seja, o lado da bruxa. Nesta história a bruxa é vista como uma menina boazinha que por uma injustiça da vida, nasceu verde. Com isto foi vitima de discriminação toda a vida e mais tarde, quando se aproxima da felicidade, é engana por um homem que faz tudo por manter a liderança do povo, enganando-o. Este é o feiticeiro de Oz.
A História aborda diversas criticas sociais de forma metafórica e encaixa na perfeição com a história original.

Contudo, o espectáculo é muito mais para alem da história. Os cenários são deslumbrantes, e a mudança dos mesmos é muito bem feita. Tem efeitos especiais muito bons, e o trabalho dos actores é excelente, assim como o dos dançarinos.

Durante o espectáculo, fui atingida por diversos sentimentos e vários arrepios. Foi, de todo, uma experiencia fenomenal. Voltava a repetir sempre que possível.

Depois de toda esta excitação, tinha uma saída marcada com os amigos tugas, pois a partir da meia noite passo a ter 23 aninhos. Estava previsto irmos a um bar de Jazz, mas parece que está tudo com falta de guito, então acabámos por ir ao bar tuga em Vauxhall. A noite não foi nada de especial, bebemos uns copos e conversámos até ao bar fechar, ou seja lá pás 2 da manhã. E isto já é muito bom, porque os pubs ingleses fecham às 11 da noite. Estes British não sabem o que é sair à noite.

Thursday, February 22, 2007

Seminar group no Royal Academy of Arts

Este dia foi um retorno à realidade, deixar um pouco a vida de turista e fazer vida de estudante.
Eram 8 a.m. quando acordei, sim, porque a Andreia só acordou meia hora depois. Mas tínhamos tempo, estavam à nossa espera apenas para as 10 a.m., em frente ao ROYAL ACADEMY OF ARTS, para um seminário.
Esta era a vez do Sophus fazer uma apresentação. Convidou-nos para ir à academia, em Picadilly road, onde nos sentámos na zona de bar enquanto ele nos mostrava um excerto de um filme. Com isto ele queria abordar um debate em volta do que percepcionámos para alem do que nos é mostrado. Ou seja, no filme, podíamos ver que a câmara seguia de perto um soldado a correr, no final ele sobe a um pequeno monte e dispara, matando um outro que se encontra caído, de joelhos. Conseguimos saber que se tratam de soldados pelo uniforme, e deduzimos que são inimigos pelo facto de um ter morto o outro. No entanto a situação revela mais que isso, a respiração do primeiro mostra determinação, enquanto a expressão e reacção do outro mostra aceitação e coragem. Isto é percepcionado através dos sentidos visão e audição, contudo, o nosso conhecimento leva-nos mais longe. Percebendo que se trata da Primeira Guerra Mundial, através do cenário e do equipamento, compreendemos todo um ambiente envolvente.
Este debate não foi muito longo, deu-se apenas a opinião do que cada um percebeu e pouco mais.

Uma instalação à entrada do Royal Academy

De seguida o Sophus levou-nos a uma exposição que se encontrava nas proximidades, o que eu não percebi o que tinha a ver.

Bem, acabando isto, fomos andando a caminho de Picadilly circus para nos encontrar-mos com os meus pais para almoçar.
A caminho fomos vendo algumas lojas muito antigas, que tinham montras fantásticas, e encontrámos um mercadozinho onde tinha uma banca que vendia tipos móveis feitos pelo próprio vendedor. ALTAMENTE! Em Portugal não se encontra assim tão facilmente.

Tipos moveis

Depois de nos deslumbrar-mos no mercado, encontrámo-nos com os meus pais e fomos almoçar a um restaurante Italiano, os únicos restaurantes onde se come bem para alem dos Portugueses.

De seguida, fomos a correr a casa, buscar os portáteis, e saímos direitas para a escola, onde íamos ter mais uma tutoria.
Desta vez fiquei muito desiludida, estava à espera de desenvolver umas ideias para os trabalhos com a ajuda do David, mas isso não aconteceu. Fiquei, então, na mesma, sem saber o que fazer ao certo. Não é que eu não saiba, mas não estou é contente, queria algo mais, mas preciso de um empurrãozito para me entusiasmar.