Monday, February 26, 2007

Acabou o turismo e voltou a monotonia

Esta manhã, levantei tão cedo como o costume, para levar os meus pais à estação de comboio. Entre o comprar os bilhetes e partir, ainda deu para tomar-mos um cafezinho, mas rapidamente se foram embora.
De repente, fiquei sozinha. Sem saber o que fazer.
Agora que a diversão acabou e já experimentei tudo o que posso esperar daqui, começo a ficar cansada de aqui estar. A minha cama começa a fazer falta, e principalmente a facilidade de ter tudo o que preciso. Mas principalmente sinto falta de alguém com quem conviver.

Hoje, as minhas hipóteses de que isso aconteça não são muitas. A Andreia anda a passear com o Zé, que está cá a passar uns dias. Mas de qualquer forma, mesmo que estivesse em casa, o mais provável era passar o dia todo fechada no quarto em frente ao computador.

Bem, decidi ir dar uma volta nas lojas da Camberwell road, à procura de tecido e botões para o meu personal Project. Infelizmente continuo sem encontrar. Já tinha perguntado a amigos meus que vivem cá, onde encontrar, mas eles não sabem. No entanto, pior que isso, é eu perguntar a pessoas de cá e também não saberem. Parece que não deve haver disso em Inglaterra.
Acabei por comprar uns panos de limpeza, que talvez me sirvam para remediar.

Depois disto, fui almoçar, sozinha, a um restaurante Italiano que fica perto de casa. Já tinha reparado nele várias vezes e nunca tinha entrado. Até tem bom aspecto e para melhorar, os empregados são portugueses. Foram bastante simpáticos, inclusive um deles convidou-nos, a mim e à Andreia, pois eu comentei sobre a sua existência, para ir lá beber um copo um dia destes depois das 11 p.m. (provavelmente a hora em que pode receber gente no restaurante).

Bem, sem mais nada que fazer, comprei umas coisas para me alimentar nos próximos dias, pois mais ninguém se vai preocupar com isso, e fui para casa.
E lá vou eu voltar ao aborrecimento do quotidiano.

Sunday, February 25, 2007

Portobello Market

Hoje é dia de ir às compras. Fomos direitos ao PORTOBELLO MARKET, em Portobello Road. Este é um mercado, onde se encontra muita coisa em segunda mão, desde roupa a CDs e antiguidades. Tem uma zona de bancas de rua e continua pela rua a cima onde se pode ver, também, muitas lojas de portas abertas.
Encontrei novamente tipos moveis à venda, parece normal encontra-los pelos mercados. Mas o que mais me agradou foi lojas de roupa alternativa, muito gira, onde comprei uma blusa a que o meu pai prefere chamar de bibe (ou como se diz no norte de Portugal, bata).

Andámos muito, mas não foi nada cansativo, talvez por causa do treino que já levamos.





O dia de hoje não foi muito mais que isto porque os meus pais precisavam de fazer as malas. Mas à noite fomos jantar ao Nando’s, para que os meus pais pudessem experimentar o frango com piri-piri típico português.

Saturday, February 24, 2007

No meu dia de anos so desejo passear num labirinto

Hoje é o meu dia de anos. Já tive com os amigos ontem à noite, por isso hoje é para passear com os papás, que é o que tenho feito toda a semana.

Como é uma das ultimas coisas que falta, e que eu queria ver, fomos ao PALÁCIO DE HAMPTON COURT. Este fica a 15 km de Londres, por isso fomos apanhar o comboio a Waterloo Station em direcção à periferia.

A viagem não foi muito longa, mas deu para observar uma rápida mudança do outro lado da janela. Os grandes prédios cinzentos ficaram para trás e chegaram as pequenas vivendas com jardim, os lagos e as arvores ao longe.

A ver a terra a mover

Hampton Court parece ser uma vilazita pacata à beira rio, mas não posso afirmar com certeza porque não vi mais para alem do curto caminho que vai entre a estação do comboio e o palácio.
Passámos a pé uma pequena ponte que atravessava o rio e demos logo de caras com um portão do palácio. O que não me espantou minimamente, pois como é obvio, já estava a vê-lo à distancia.

Mal entrámos, fui logo direita ao labirinto. SIM, UM LABIRINTO! Ouve uma época em que era habito ter um jardim em labirinto nos palácios. NÃO É FANTÁSTICO?!
O labirinto não era muito grande mas o suficiente para perder uma boa meia hora às voltas, as paredes eram arbustos, com cerca de 2 metros de altura e entre eles estava uma vedação de ferro para que ninguém se enfiasse pelos buracos entre os ramos numa tentativa desesperada de sair.
Lá fui eu, toda contente, com os meus pais a seguirem-me. Andamos por caminhos estreitos que por vezes não tinham saída ou iam dar ao mesmos sitio de onde tinha vindo. LOL, É MESMO FIXE!
Por ali andavam outras pessoas em busca do centro do labirinto e obviamente, a saída. De vez em quando via-se um miúdo que passava a correr a chamar pela mãe, assim como umas chinesas que nunca paravam de rir, mas o mais caricato eram umas velhotas com um ar muito divertido a tentar descobrir o caminho.
O labirinto não era muito difícil, depois de algumas tentativas, que duraram uns 10 minutos no máximo, encontrei a saída e o centro. Sim, esta é a ordem correcta, encontrei primeiro a saída e depois o centro. Não é preciso gozar comigo, a falha não foi minha, mas sim do labirinto. Estupidamente a saída é à entrada do centro. Sei que isto não faz muito sentido, mas a verdade é que não pude verificar a situação, pois não havia nenhum sitio alto onde pudesse ver o labirinto de cima.

CHEGUEI!!

HA HA, A PENSAR QUE ME PERDIA!!

Depois disto já fiquei satisfeita, mas tive pena de não ter ninguém comigo que quisesse fazer uma corrida e ver quem chega primeiro ao fim. Quem me dera ter um labirinto em casa.

Como já eram horas de almoçar, fomos ao restaurante nos jardins do palácio comer uma refeição inglesa. Não estava muito má. A primeira garfada até sabe bastante bem, o pior é quando damos a segunda. Quanto mais comes, mais te apercebes do tempero excessivo, o que torna a comida bastante enjoativa. No entanto aproveitei para comer um scone, que eu adoro, apesar de que não estava lá grande coisa, era muito seco.

De barriga cheia, e a ouvir o meu pai cheio de pressas porque não havia tempo para ver tudo, afinal eram 1:30, 2 horas e o palácio fechava às 4:30.
O edifício, é um palácio medieval, bastante requintado. Passaram por ele muitos reis, e cada um ocupou um espaço diferente do mesmo.

O Palácio de Hampton Court

Passeamos por diferentes aposentos, onde vimos varias camas de dossel que quase alcançavam o tecto. A maioria das paredes eram cobertas por grandes quadros, embora a entrada de um dos aposentos continha uma pintura deslumbrante directamente nas paredes e tecto da divisão.
Parece que no meio da visita passei por um fantasma mas não dei por isso. Ao que consta é o fantasma de uma tal de Catarina, mulher de um dos reis, que foi mandada matar pelo próprio marido, acusada de traição.
Visitámos, também as inúmeras cozinhas, e os grandes jardins maravilhosos, que neste momento muitos deles estavam sem nada.

A arvore cogumelo gigante do jardim do palácio

O mais engraçado na organização turística deste palácio, é que usufrui de uma companhia de actores que desempenham papeis enquanto fazem visitas guiadas. Podemos mesmo assistir a algumas histórias que ali se passaram.
É muito giro para assistir, mas infelizmente não consegui acompanhar o grupo que eu queria porque a minha mãe foi à casa de banho e nunca mais voltava. Assim, tive de deixar o grupo partir e já não podia ir atrás.

Bem, depois de tudo visto, já estávamos cansados de andar. Decidimos voltar para casa e descansar um pouco, enquanto pensávamos onde ir jantar.
Entre alguns dos restaurantes que eu tinha assentado no bloco, que eram os únicos que tínhamos conhecimento depois da minha mãe perder o livro sobre Londres que nos servia de guia, sugeri o MANGO ROOM.

Desta vez, não era dia dos namorados, então foi mais rápido arranjar uma mesa, só tivemos de esperar meia hora. Mas enquanto isso pedimos umas bebidas deliciosas, especialmente uma que levava leite de coco que era de levar às lágrimas.
Desta vez não escolhi tão bem o prato. Pedi Pato com molho de mel. Era fantástico, e a carne estava bem tenrinha, mas não tinha era acompanhamento. Este é daqueles sítios onde a comida é boa, a apresentação do prato é muito agradável, mas a quantidade de comida deixa um pouco a desejar, para não dizer a passar fome. E para melhorar, é quase preciso deixar um ordenado para pagar o jantar.
Mas é os meus anos, e tenho direito a um sitio especial.

O meu prato

Friday, February 23, 2007

Science Museum e o fantastico musical WICKED

Para este dia pensámos em fazer algo menos cansativo para nos aguentar-mos bem para a noite, pois tínhamos bilhetes para um musical. Não sei bem como mas, para a minha mãe, um dia calmo passa por um dia num museu. Se bem que os meus pés não costumam concordar.

Como queríamos fazer o dia com mais calma, levantámo-nos bastante mais tarde, às 9 a.m. Quase que dava para recuperar o sono da ultima semana.

Fomos, então, passar o dia no SCIENCE MUSEUM. Já tinha ouvido falar maravilhas deste museu, todos me diziam que era muito giro, cheio de diversões e que eu devia mesmo ir. Contudo, isso só me levou a ter uma grande desilusão.
Imaginava um espaço cheio de experiencias cientificas giras, onde se pudesse constatar soluções por nós próprios. O que era muito mais divertido e fácil para as crianças aprenderem. E pensava que iria encontrar novas tecnologias, ou tecnologias fantásticas. Mas não. O museu era muito mais à volta do passado. Expõe a história da medicina desde os primórdios, como a medicina egípcia e grega. Constava, também, engenharia mecânica, onde podíamos ver expostos carros, aviões, barcos e comboios. BORING!
O que pareceu ser um pouco mais engraçado foi a exposição do spykids, mas mesmo assim foi uma desilusão. A maioria das maquinas que tinha eram a fingir e passava apenas vídeos como se tivessem a funcionar, mas não enganavam ninguém. Os poucos jogos que tinha, eram computorizados, mas muito maus, para alem de não terem piada, eram jogos demasiado básicos e aborrecidos.
Estava à espera de muito melhor, até porque tinham capacidade para o fazer e não o fazem.

Science Museum

Bem, quando demos por nós já eram 5 da tarde e tinha-mos de ir embora. Era preciso chegar a Victoria, jantar e estar no teatro às 7:30 p.m. Tínhamos bilhetes para o novo musical, WICKED.

WICKED...

Isto sim, valeu a pena. A sala era enorme e nós ficámos nos lugares mais distantes do palco. OS MAIS BARATOS, PORTANTO. Mas isto podia ser pior se não tivéssemos os binóculos. Sim, porque curiosamente existiam binóculos nas costas dos bancos onde podíamos por uma moeda de 50p para os tirar.
Mas realmente não me importava de ter dado 65 libras para os lugares mais próximos, pois o espectáculo merece o dinheiro.

Prontas para ver o espectaculo

Posso afirmar que isto foi o melhor momento que passei em Londres. Eu sei que a minha opinião é suspeita porque adoro musicais e mesmo a história é feita ao meu gosto. Adoro tudo o que envolve magia, bruxas e contos. Mas mesmo assim, considero a história muito interessante, ela conta o lado que nunca foi contado da história do feiticeiro de Oz. Ou seja, o lado da bruxa. Nesta história a bruxa é vista como uma menina boazinha que por uma injustiça da vida, nasceu verde. Com isto foi vitima de discriminação toda a vida e mais tarde, quando se aproxima da felicidade, é engana por um homem que faz tudo por manter a liderança do povo, enganando-o. Este é o feiticeiro de Oz.
A História aborda diversas criticas sociais de forma metafórica e encaixa na perfeição com a história original.

Contudo, o espectáculo é muito mais para alem da história. Os cenários são deslumbrantes, e a mudança dos mesmos é muito bem feita. Tem efeitos especiais muito bons, e o trabalho dos actores é excelente, assim como o dos dançarinos.

Durante o espectáculo, fui atingida por diversos sentimentos e vários arrepios. Foi, de todo, uma experiencia fenomenal. Voltava a repetir sempre que possível.

Depois de toda esta excitação, tinha uma saída marcada com os amigos tugas, pois a partir da meia noite passo a ter 23 aninhos. Estava previsto irmos a um bar de Jazz, mas parece que está tudo com falta de guito, então acabámos por ir ao bar tuga em Vauxhall. A noite não foi nada de especial, bebemos uns copos e conversámos até ao bar fechar, ou seja lá pás 2 da manhã. E isto já é muito bom, porque os pubs ingleses fecham às 11 da noite. Estes British não sabem o que é sair à noite.

Thursday, February 22, 2007

Seminar group no Royal Academy of Arts

Este dia foi um retorno à realidade, deixar um pouco a vida de turista e fazer vida de estudante.
Eram 8 a.m. quando acordei, sim, porque a Andreia só acordou meia hora depois. Mas tínhamos tempo, estavam à nossa espera apenas para as 10 a.m., em frente ao ROYAL ACADEMY OF ARTS, para um seminário.
Esta era a vez do Sophus fazer uma apresentação. Convidou-nos para ir à academia, em Picadilly road, onde nos sentámos na zona de bar enquanto ele nos mostrava um excerto de um filme. Com isto ele queria abordar um debate em volta do que percepcionámos para alem do que nos é mostrado. Ou seja, no filme, podíamos ver que a câmara seguia de perto um soldado a correr, no final ele sobe a um pequeno monte e dispara, matando um outro que se encontra caído, de joelhos. Conseguimos saber que se tratam de soldados pelo uniforme, e deduzimos que são inimigos pelo facto de um ter morto o outro. No entanto a situação revela mais que isso, a respiração do primeiro mostra determinação, enquanto a expressão e reacção do outro mostra aceitação e coragem. Isto é percepcionado através dos sentidos visão e audição, contudo, o nosso conhecimento leva-nos mais longe. Percebendo que se trata da Primeira Guerra Mundial, através do cenário e do equipamento, compreendemos todo um ambiente envolvente.
Este debate não foi muito longo, deu-se apenas a opinião do que cada um percebeu e pouco mais.

Uma instalação à entrada do Royal Academy

De seguida o Sophus levou-nos a uma exposição que se encontrava nas proximidades, o que eu não percebi o que tinha a ver.

Bem, acabando isto, fomos andando a caminho de Picadilly circus para nos encontrar-mos com os meus pais para almoçar.
A caminho fomos vendo algumas lojas muito antigas, que tinham montras fantásticas, e encontrámos um mercadozinho onde tinha uma banca que vendia tipos móveis feitos pelo próprio vendedor. ALTAMENTE! Em Portugal não se encontra assim tão facilmente.

Tipos moveis

Depois de nos deslumbrar-mos no mercado, encontrámo-nos com os meus pais e fomos almoçar a um restaurante Italiano, os únicos restaurantes onde se come bem para alem dos Portugueses.

De seguida, fomos a correr a casa, buscar os portáteis, e saímos direitas para a escola, onde íamos ter mais uma tutoria.
Desta vez fiquei muito desiludida, estava à espera de desenvolver umas ideias para os trabalhos com a ajuda do David, mas isso não aconteceu. Fiquei, então, na mesma, sem saber o que fazer ao certo. Não é que eu não saiba, mas não estou é contente, queria algo mais, mas preciso de um empurrãozito para me entusiasmar.

Wednesday, February 21, 2007

Westminster Abbey e Natural History Museum

Esta manhã, o sol entrou pela janela do meu quarto a anunciar um bom dia para passear. Assim, a minha mãe decidiu que íamos fazer a volta de Westminster, que era para se andar mais na rua.

Depois de uma longa viagem no BUS 12, devido ao transito matinal, chegámos a Westminster. Já não era a primeira vez que eu ali estava, tirando as vezes que passei por lá de autocarro, mas como não tinha entrado em nenhum dos edifícios, voltei para tentar novamente.
No entanto, parece que não estou com sorte. O parlamento, ou seja o Big Ben, não dá para visitar às quartas, porque é o dia do primeiro ministro discursar, o que é proibido a assistência do publico.

Para não se repetir o azar, ao menos a WESTMINSTER ABBEY estava aberta. Esta é a abadia real, onde são feitas as coroações. Tem um interior magnifico, não desfazendo do exterior. Os tectos são fantásticos, e todos os cantos do monumento são extremamente trabalhado são pormenor, de tal modo que é impossível apreciar tudo.
Contem inúmeros túmulos de personagens importantes da história e da nobreza inglesa. Mas o que mais me interessou ao longo da visita foi a diversidade de brasões que se encontravam por todo o lado. É impressionante como ao longo de tantos séculos, a cultura inglesa continua a preservar os brasões das famílias. Alguns já contêm tantos símbolos diferentes que parecem ser feitos de pequenos mosaicos.

Dentro da Abbey

Depois desta visita, apercebemo-nos que afinal não havia muito que ver naquela zona, e decidimos dirigir-nos a South Kesington.
Neste local, as maiores atracções são o Natural History Museum, o Science Museum e o Victoria & Albert Museum. Como todos eles são enormes e leve metade de um dia para ver por completo, tivemos de optar por um. Acabámos por escolher o NATURAL HISTORY MUSEUM.

A caminho de South Kesington, almoçamos num pub inglês. Os pratos saíram baratos, mas o sabor não era lá muito bom. Como já devíamos prever, a comida inglesa é bastante condimentada, com sabores muito fortes e pouco agradáveis, a meu ver. O pub, era igual a todos os outros, parece que vão todos ao mesmo decorador.

O Museu é, mais uma vez, gratuito, o que mostra uma boa politica de que a cultura deve ser para todos.
O edifício do museu é enorme, e maravilhoso. É um edifício antigo, que foi construído com o propósito de ser um museu. O Hall de entrada faz lembrar um palácio árabe mas construído com o típico tijolo inglês.
Este museu está dividido em duas partes, o lado animal e o lado da terra. O lado animal é verdadeiramente fantástico. Podemos observar uma grande variedade de espécies animais, desde os mais conhecidos aos desaparecidos, como os dinossauros, passando por espécies bizarras de peixes das profundezas.
Na zona do animal racional, mais conhecido por ser humano, podemos encontrar não só a evolução do corpo mas também o seu funcionamento, como a percepção e a reacção.
Durante a visita podemos ver alguns vídeos, robots e jogos ou experiencias que ajudam compreender e conhecer.

O lado do museu que aborda o tema terra, é muito mais aborrecido. Não tem tanto para interagir e é mais baseado em mensagens contra a poluição, desgraças naturais e pouco mais.
Esta parte acabámos por ver mais a correr, não só por não ter piada, mas também porque o museu estava quase a fechar. Pois é, infelizmente em Inglaterra tudo fecha por volta das 6 p.m. Parece que a esta hora acaba o dia.

A entrada do museu

Tuesday, February 20, 2007

Torre de Londres, Shakespear's Globe e Tate Modern

O acordar de hoje foi às 8 da manhã, para desabituar da preguiça. Não foi muito difícil, pois os meus pais estão a dormir no meu quarto, então acabei por ir acordando com eles a andar de um lado para o outro.

Passado uma hora estávamos a sair em direcção a Tower Bridge, onde fomos visitar a TORRE DE LONDRES. Esta é a construção, intacta, mais antiga de Londres. Nela podemos visitar a casa real da idade media, a sala dos prisioneiros, os objectos de tortura e tudo o que tem lugar dentro das muralhas medievais. Tivemos, também, o prazer (ou não) de ver as jóias da coroa.
Não sei para quê tanto objecto de ouro que não serve para nada.

A visita foi muito gira, imaginar a vida medieval e conhecer alguns factos históricos do local. Achei um muito curioso relativo aos corvos. Parece que havia uma superstição que dizia que quando os corvos pousavam no cimo da torre central, significava que o rei ia cair do trono. Então existiam uns guardas que tinham como missão cortar as asas aos corvos, para que não pudessem voar até ao cimo da torre, de modo a impedir a queda do rei.
Não é uma crença muito inteligente, mas temos que dar um desconto por ter sido na idade média.
Hoje em dia, o local, mantém presentes os corvos como atracção turística.

Torre por fora

Torre por dentro

Em seguida fomos até perto da Westminster bridge, mas por engano, porque mais uma vez falhamos a saída do autocarro. Bem, mas aproveitámos para almoçar e depois fizemos um passeio a pé, ao longo do rio. Ao longo daquela margem existem muitos museus e outro tipo de atracões, é um local muito agradável para passear, é pena é hoje ter estado um dia chuvoso e nublado.
No fim da nossa caminhada, encontrámos o que procurávamos, o SHAKESPEARE’S GLOBE. Este é uma replica do teatro que shakespear dirigiu. Curiosamente foi construído por um americano fanático pelo escritor, que resolveu erguer o teatro quando se mudou para Inglaterra.
Visemos uma visita ao museu, e uma visita guiada ao interior do Globe. Foi uma experiencia bastante enriquecedora, para alem de ter aprendido algumas coisas sobre a o teatro da época ainda gostei de saber os pormenores da construção. Este espaço é construído o mais próximo do real, usando os mesmos materiais ou parecido. Sim, porque alguns não são possíveis hoje em dia, ou por questões monetárias ou higiénicas. Mas é bastante giro. É pena não poder assistir a uma peça medieval, pois eles costumam ter, mas apenas no verão. São normalmente peças de shakespear ou inspiradas, que se regem pelas regras da época, como por exemplo, são homens que fazem o papel de mulheres. Na altura as mulheres eram proibidas de representar, então eram representadas por rapazes novos com feições delicadas e vozes finas, ou seja antes da mudança. Era também assim que os actores iniciavam a sua carreira, começavam por ser mulheres. hehe.

Globe por fora

Globe por dentro

Ao lado, está o TATE MODERN, um enorme museu de arte contemporânea, com uma fachada impressionante. Tem um aspecto imponente, com uma torre exageradamente grande que “segura” todo o restante edifício. Esta torre é como que atravessada pelos diversos pisos, onde estão colocadas as exposições.

O Tate

Mas o mais engraçado é que no interior existem escorregas de tubos que são usados para descer de qualquer um dos andares para o rés do chão, escorregando sentados em sacos de pano. Estes tubos eram as antigas turbinas da fabrica que existia anteriormente neste edifício.

Os escorregas

No ultimo andar, o sétimo, existe um bar restaurante com uma vista fantástica sobre a cidade. De noite esta é ainda mais maravilhosa.

A ver a vista e a beber chazinho


Com muita sorte conseguimos visitar tudo o que estava programado. Por hoje já chega, vamos deitar cedinho porque amanhã é outro dia.
Foi um dia muito proveitoso e divertido, mas infelizmente recebi uma má noticia hoje. Soube que a minha gata está a piorar e que o mais provável é morrer. Realmente um mal nunca vem só. Ainda à dois ou três meses atrás morreu a outra gata, e agora esta.