Friday, January 26, 2007

Um dia com o Marco

Hoje acordei, forçosamente, às 9 a.m. para ir ter com o Marco a Oval Stasion. Mal nos vimos demos um grande abraço, já não nos víamos desde a festa do avante no ultimo verão. Passamos a manha num café a conversar, tínhamos muito para por em dia. Quando a hora de almoço se aproximou fomos até casa para ver se a Andreia já tinha acordado. A resposta é não mas acordou connosco. Almoçamos mesmo por ali, pois eu pus o Marco a cozinhar, e a seguir saímos.

O Muz ia adoptar um cão de 9 anos. Encontrou na internet um anuncio de alguém que queria dar o cão. Parece que é um musico que começou a ter mais trabalho e tem filhos pequenos, então não consegue conciliar tudo e dar atenção ao cão, por isso resolveu dá-lo a alguém para não ter que o levar para o canil. Então fomos ao parque onde o Muz se ia encontrar com o senhor para trazer o cão.
Enquanto esperávamos andamos a trás dos esquilos que andavam aos pulinhos pelo parque. Foi muito giro, SÃO TÃO FOFINHOS!!

Um dos esquilos

Era fim da tarde e eu o Marco e a Andreia fomos ao FUNKY MUNKY. Um pub ao pé de casa. É um sitio com um ambiente porreiro, com muito pessoal do género artístico. Pelo que o Muz disse costuma estar lá um cão com rastas, mas eu ainda não o vi.

Fomos para casa ver o novo cão do Muz, mas quando chegámos ele estava com um ar tão assustado que metia pena. Não conhecia ninguém, nem a casa, devia estar a sentir-se abandonado. Ficámos com medo que a transição fosse muito complicada, pois ele já é adulto, é mais difícil. Esteve sempre muito quietinho, com o rabo entre as pernas, a olhar para tudo. COITADINHO.

Momo, o cão

Bem, acabámos por ir jantar ao Nando’s onde dividimos um frango pelos três. De seguida fomos ter com o Nek para sair, mas como já era perto da meia noite o Marco acabou por se ir embora logo. Não queria deixar a “namorada” sozinha. Ele mal conhece a rapariga. Sim, porque ele veio numa aventura. Tinha conhecido a rapariga em Portugal à um mês, enquanto ela passava ferias. Andaram uma semana e despediram-se, algo que já estavam à espera. De repente o Marco lembrou-se e decidiu vir ter com ela a Londres para poderem estar juntos mais uns dias. Ele disse que a curtia bué, mas já sabe que não dá para durar devido à distancia. PANCAS.

Assim fomos nós as duas sair com o ppl. Estivemos num bar português MUITO BOM, repito, MUITO BOM, onde podemos ouvir as nossas musicas preferidas do Quim Barreiros. Desfrutámos também de alguma musica brasileira, cu duro e quizomba.

Depois deste bar fomos convidados para ir a um BURACO, com promessas de que se podia por a tocar o que quiséssemos. Aquilo não passava de um café à portuguesa, em Stockwell, com uma sala, do tamanho do meu quarto, nos fundos do estabelecimento. O pessoal começou logo a mandar bocas, a dizer que nunca mais iam ser enganados assim e tal.
Mas apesar disso passamos a noite a conversar com toda a gente e foi uma noite diferente, para variar.

Saí-mos de lá não era tarde, eram por volta das 4 da manhã, no entanto quando chegámos a casa ficámos à conversa e quando demos por nós era manhã. Achámos então que era melhor dormir.

O cão, neste momento já estava muito mais animado. Pulava todo contente de um lado para o outro. Parece que acabou por se habituar rápido à mudança. Provavelmente não tinha muita atenção em casa e agora com tanta atenção sente-se bem.

Thursday, January 25, 2007

Tutoria conjunta

Mais uma vez era dia de tutoria, mas hoje fui sozinha. Foi impossível tirar a Andreia da cama, mas eu não quis deixar de ir.
Hoje as tutorias foram diferentes. O David juntou o grupo numa mesa e pediu para todos falarem sobre as suas ideias para que os outros pudessem partilhar opiniões.
Foi neste momento que eu tive a maior desilusão. Estávamos a uma semana da entrega e ainda ninguém tinha trabalho feito, eu fui a única pessoa que apresentou algo. Eu já ia meio do trabalho enquanto muitas das pessoas ainda nem sabiam ao certo o que iam fazer. Tinham ideias vagas, ou apenas o conceito. Ou seja, constatei que a maioria (notando que nem todos) conseguia retirar um conceito do briefing, fazer uma interpretação conceptual, mas depois não sabiam o que fazer com isso. Não conseguiam transformar o conceito em algo físico.

Assim, muitas das ideias fora desenvolvidas ou mesmo transformadas nesta aula. Mas também notei que muitas das ideias vêm completamente do David, por exemplo: um rapaz, o Sophus, disse que tinha interpretado o texto do briefing como sendo algo sobre a rotina. Então tinha pensado fotografar objectos da rotina diária, mas também queria fazer um livro Dot To Dot (quando se tem pontos com números e tens que ligar os pontos para no final revelar um desenho). Esta ideia não sei de onde veio, não tinha nada a ver, e o fotografar objectos não me parece muito criativo. Ou seja, ele ainda n sabia nada. No entanto, de seguida, o David começou todo entusiasmado a explodir de ideias. Disse que gostou da ideia do livro, mas a fazer o filme que seria um livro para adultos com imagens pornografias... FILMES. Mas acabou por finalizar com uma ideia muito fixe. O livro ter em cada pagina uma pergunta aborrecida, de quem não tem mais nada para fazer, tipo quantos feijões há numa lata. E o desenho do Dot To Dot seria um feijão. Ou seja, o livro aborrecido para fazer durante a rotina diária. É uma ideia fixe, mas foi o David que a teve.
Conclusão, ele puxa pela criatividade e conceito mas acaba por ser mais o entusiasmo dele a desenvolver as ideias do que os alunos. Isto por um lado acaba por abrir os horizontes das ideias mas não sei até que ponto é que eles sozinhos conseguiriam chegar lá.

Este foi também o primeiro dia que consegui entrar no msn, através do e-buddy. É um bocado atrofiante mas fez-me sentir melhor. Sinto muito a falta de poder falar com os meus amigos, saber o que se está a passar e saber que eles ainda se lembram de mim.
Consegui falar com o Oliver, a Joana, o Pedro e o melhor foi ter encontrado o meu grande amigo Marco porque ele estava a passar uns dias em Londres, o que é muito fixe.

Wednesday, January 24, 2007

ESTA A NEVAR!!

Os últimos dias foram passados em casa a trabalhar, poucas foram as vezes em que saímos. Afinal, tínhamos perdido uma semana de trabalho e agora precisávamos de recuperar.

No entanto ouve um momento que se destacou na rotina diária. Na noite de terça-feira acordei por volta das 4 a.m. cheia de sede. Levantei-me e fui à divisão, agora, 3 em 1 beber um copo de agua. Quando olhei pela janela, mesmo à minha frente, vi coisas brancas a cair do céu, ESTAVA A NEVAR!!
Gritei repetitivamente para o Muz, que estava na cama/sofá, “It’s snowing!!”. Corri a acordar a Andreia que olhou para mim com cara de quem não queria acordar, mas correu para a janela com a câmara de filmar.
Foi a primeira vez na vida que vi nevar, é pena é não ter sido muito pois o chão nem ficou branco. Com toda a excitação acabei por levar muito tempo até adormecer, mas valeu a pena.

Isto é neve!!

Monday, January 22, 2007

Peckham Rye

Esta tarde fomos passear até PECKHAM RYE, uma rua de lojas a três paragens da escola, ou seja, a seis de casa. Tínhamos reparado nela à pouco tempo quando fomos à procura de um LIDLE onde fazer compras mais baratas.

No entanto, não compreendemos porque é que não existe roupa quente. Todas as lojas vendem roupa estilo Outono ou Primavera. Vemos muitos tops e camisas frescas, e mesmo as camisolas que encontras não são muito quentes. Realmente muitas das pessoas que vimos na rua parecem não sentir frio, vestem t-shirts, calções, saias, sandálias, etc.

Contudo, comprei uma bandelete muito gira e uma boina para me aquecer a cabeça.

Saturday, January 20, 2007

A festa da Katia

Hoje foi a nossa primeira noitada, que acabou bastante cedo. Era a festa de anos da Katia, a ex-namorada do Nek, a qual me convidou para ir e levar a Andreia. O inicio da festa era encontrarmo-nos em casa dela para beber uns copos. Foi óptimo rever algumas pessoas que eu já não via à muito. Estava lá, para alem do Nek e da Katia, a Liliana (irmã do Nek), a Rute, o Vasquinho, a Sara Feio e os restantes não puderam aparecer.
Conhecemos também alguns dos amigos Portugueses deles, que são pessoas que também estão a viver em Londres, alguns à mais outros à menos tempo, e que se vão conhecendo e formando um grupo.
Fez-me sentir bem, saber que apesar de estar numa cidade estranha tenho várias caras conhecidas.

Voltámos para casa cedo, era por volta da uma da manhã, porque eles iam todos sair para uma festa transe que dura até bué.

O Nek, um desconhecido, o Jorge, a Liliana e a Katia

Thursday, January 18, 2007

Finalmente encontrei o Nek

Hoje fomos realmente à tutoria na altura certa, mas não aparecemos de manha por não ter a certeza se era preciso ir ou não mas principalmente com uma grande influencia da preguiça.

Tinha-se passado pouco tempo, desde que tivemos os briefings, por isso não poderias ter muito que mostrar. No entanto eu já tinha vários esboços para o D&AD e inclusive a primeira parte do projecto feito no computador. Para o outro projecto já tinha melhorado a minha ideia transformando-a numa proposta mais interessante. O David pareceu entusiasmado e, agora com mais tempo, deu umas ideias fixes, que por acaso já me tinham passado pela cabeça mas de uma forma ainda não muito concreta.

Mais tarde, quando saímos da escola, recebi um telefonema do meu amigo Nek (nome verdadeiro Sérgio) que está a viver em Londres à quase quatro anos, desde que saímos da etic. Encontramo-nos imediatamente para conversar um pouco.
O Nek está a estudar em Camberwell, aliás foi através dele que arranjei o contacto que me trouxe aqui. O mais estranho é que desde que chegámos que temos perguntado por ele a todos os professores, alunos e alguns funcionários e ninguém sabe quem ele é, comecei a duvidar da existência dele. LOL
A verdade é que ele já não está no curso que estamos a fazer, teve uns problemas nas burocracias para as matriculas o que o levou a desistir desse curso e inscrever-se noutro. Que na verdade é na mesma Graphic Design mas fica apenas com o bacharelato. Pelo que ele contou, o curso é de 2 anos mas acaba por ser muito mais produtivo que o de três. Tem um ensino mais intensivo, o que significa mais aulas, e fazem mais coisas. Mais tarde ele pode inscrever-se para fazer mais um ano para a licenciatura.

Engraçado como os hábitos das pessoas mudam quando se está noutro pais. O meio de deslocação que ele usa desde que chegou a Londres é a bicicleta que o leva a todo o lado. Aqui vê-se muita gente a usar bicicleta em todo o lado, faça sol ou faça chuva.

Com tanto assunto para falar convidámo-lo para jantar lá em casa, papinha feita pelo Muz o nosso cozinheiro e pasteleiro particular. Fez um acompanhamento bestial, puré de batata doce. ADOREI!!
Ele gosta muito de cozinha, especialmente durante a noite. Quando não tem sono põem-se a cozinhar coisas tipo, pão de banana, panquecas, bolachas de manteiga, etc. Na verdade o sonho dele é ser pasteleiro, mas não existe um curso para isso, tem de ser aprendiz com um chefe.

Wednesday, January 17, 2007

Design Museum

Esta manha acordámos cedo para apanhar o BUS para a Tower Bridge. Era dia da visita de estudo ao DESIGN MUSEUM.
O caminho foi atribulado a partir do momento em que saímos do autocarro. Estava a chover e não sabíamos onde ficava o museu, tirando o facto da Andreia saber que era do lado direito da ponte. Esta informação não foi muito eficaz, pois acabámos por descobrir que era preciso percorrer uma longa rua nessa direcção até lá chegar.

Pensávamos que íamos atrasadas, até porque íamos realmente cerca de meia hora ou uma hora atrasadas, mas a verdade é que depois de ver-mos calmamente a exposição foi quando o resto da turma apareceu. O David andava lá sozinho a passear, enquanto esperava. Esta atitude de pouca preocupação pareceu ser uma atitude normal, até porque no mail que o David tinha mandado sobre a visita, falava sobre quem nem aparece.

O museu é bastante pequeno, posso mesmo afirmar que o CCB é um mundo perto daquilo. Tem dois andares, pequenos, com uma exposição em cada. No entanto tem uma boa loja de artigos e livros de design.
A exposição que fomos ver era os “Fifty years of graphic work do Alan Fletcher". Podemos ver muita coisa interessante e muitas delas não eram de todo desconhecidas.

Fifty years of graphic work do Alan Fletcher

O local do museu era bastante engraçado. Era perto do rio onde podias ver pequenos cruzeiros de rio a passar e tinhas uma vista próxima da Tower Bridge. Mesmo a rua por onde passámos era muito caricata. Tinha uma espécie de pontes de madeira que atravessavam de um prédio de um lado da rua ao outro do lado oposto. Quando observamos bem percebemos que são varandas, as pontes estão divididas a meio por uma cerca e pertencem a casas de lados opostos da rua. MUITO GIRO.

A rua com varandas a fingir de pontes