Sunday, April 08, 2007

PRONTO, ACABOU A AVENTURA!!

Acordar não foi de todo uma tarefa difícil, ainda o despertador não tinha tocado, já eu estava de pé. Entre vestir e fechar as malas, às 10:30 a.m. estávamos à porta de casa. Passámos pelo restaurante italiano do outro lado da rua, onde tínhamos ido comer todos os dias das ultimas 3 semanas, para nos despedir-mos dos empregados que já tanto nos adoravam.
Rapidamente apanhamos o autocarro para Victoria, enquanto carregávamos as nossas malas que incrivelmente aumentaram de peso relativamente ao dia em que chegámos.

Á espera do autocarro

A viagem foi feita de pé a tentar não deixar as malas cair com o balanço do Bus, e a impedir que as pessoas passassem. lol. Com tudo isto a viagem pareceu mais longa que o costume, mas tínhamos um motivo muito forte para continuar-mos contentes.

Já em Victoria Station só tínhamos de esperar. A Andreia foi fazer umas compras de ultima hora (muitos kg de Toffee), enquanto eu fique à espera com as malas. Estava um frio de rachar, a temperatura tinha descido drasticamente de ontem para hoje. Acho que foi o dia em que senti mais frio, mas não era mau, porque assim trazia mais roupa comigo e menos dentro da mala.

Era meio dia quando resolvemos almoçar. Como era o melhor que havia por ali fui ao buffet de pizzas do costume.
Assim que terminámos, fomos esperar pela camioneta que nos ia levar para o aeroporto. Os bilhetes já estavam comprados à mais de um mês, para as 13:45 mas acabámos por apanhar outro mais cedo, ao que parece a hora do bilhete não é muito importante.

Não sei porque, o homem do autocarro não me queria deixar entrar com a mala de mão, que é onde tenho o portátil. Mas depois de lhe pedir por favor e explicar que quando vim do aeroporto nesta mesma camioneta, tinha trazido a mala comigo, ele lá me deixou passar.

A viagem passou-se bem. Vimos a paisagem, tiramos umas ultimas fotos, e filmámos o caminho. E ao que parece, a Andreia viu uma poça de sangue gigante de alguém que tinha acabado de ser atropelado por um camião. Ainda bem que não olhei.

Chegámos ao aeroporto ainda bastante cedo. Eram 3 horas e o nosso check in só abria às 4:30. Para não ficarmos no fim da fila, resolvemos ir à procura do balcão onde iria abrir o nosso voo. Depois de algumas perguntas, lá nos indicaram o sitio. E o mais fixe é que eramus as primeiras da fila.
Estávamos com medo que as malas ultrapassassem os 15 kg limite, então tentámos pesar enquanto o balcão não abria. E qual foi o espanto, quando vimos que ambas as malas pesavam quase 20 kg cada. E a minha mala de mão pesava 15 kg, quando o máximo era 10. ESTAVAMOS TRAMADAS!!

Sem muito mais para fazer, ficámos à espera que o check in abri-se, afinal éramos as primeiras, logo ia ser rápido e podíamos logo resolver o assunto.

Á espera no check in

Mas afinal, não foi bem assim. Na hora de abrir, apareceu uma senhora a dizer que tinha havido alterações e o balcão do nosso voo ia ser outro. Quando lá chegámos, já estava uma fila enorme. E o mais estúpido é que tínhamos mesmo de ir ao check in antes de poder pagar a multa do excesso de peso.

Quando chegou a nossa vez, ficámos espantadas, pois parece que o limite agora era 20kg e as nossas malas passaram por pouco. Parece que estava a correr bem, mas ainda era cedo demais para dizer isso.

O problema agora é que não nos deixavam passar com mais de uma mala por pessoa. Nem mesmo que uma fosse a mala pessoal de senhora.
Estes inglese e as paranóias deles. Quando viemos para Londres, podemos trazer 2 malas e agora que vamos sair não podemos. QUAL É A LÓGICA???!! Não é suposto protegerem mais o próprio pais e depois os outros?? O que lhes interessa alguém que vai sair, quando quem entra pode trazer o que quiser???

O pior é que não conseguimos escolher entre as duas. Uma tem tudo o que precisamos de ter connosco, como os documentos e assim. A outra tem os portáteis e outros aparelhos.
Depois de muito pensar, em pouco tempo, resolvemos juntar os dois portáteis na mochila da Andreia e por tudo o resto na minha mala de mão. Assim podíamos despachar uma mala.

Então, lá fomos nós de volta para a fila do check in. Quando finalmente chegámos lá, a rapariga disse que ainda tínhamos de ir pagar para despachar mais uma mala. Mas o mais estúpido é que de qualquer maneira, não poderíamos ter ido antes, porque ela têm que nos passar um papel para poder-mos ir lá.
Então fui para mais uma fila, onde pude pagar 10 libras pela mala. Depois voltei, mais uma vez, para a fila do check in, onde finalmente despachei a mala.

Agora tínhamos diminuído a conta para 3 malas. O que ainda não era suficiente. Mas esta era fácil de resolver. Agarrámos nas nossas duas malas pessoais e juntámo-las dentro de um saco de plástico, que ia quase a rebentar com o peso. A verdade é que isto chega, porque já conta como uma só mala. QUÃO ESTUPIDO PODE SER ISTO??
Separadas não podem ir mas se forem dentro de um saco já serve. BAHH!!

Com tudo isto, já estava morta de dores nas costas e nos braços de tanto carregar malas de um lado para o outro. O pior é que já eram 6 horas, a hora do embarque. Lá passámos pelos seguranças, e felizmente eu não apitei, se não é que nunca mais apanhávamos o avião.
Com muita pressa, percorremos os longos corredores até ao gate 50, onde estava o nosso voo.

Chegámos finalmente ao avião, mas agora faltavam duas horas de voo pela frente. Até não foi muito mau, passámos o tempo todo a comer e a gastar as ultimas libras. O pior foi mesmo o frio que estava lá dentro por causa do ar condicionado.

PRONTO, ACABOU A AVENTURA!! “E que aventura”, respondeu-me a Andreia. lol.

Muito cansadas mas finalmente no avião



Chegámos ao aeroporto e estavam os pais da Andreia e os nosso namorados à espera. Dividimo-nos...
...e que estranho que isto parece. Tanto tempo juntas e de repente, bastou um segundo para deixarmos de nos ver.

Fui jantar com o Pedro a um restaurante muito giro, e caro, que o ele tinha reservado. A comida era boa, o espaço era lindo, mas não consegui tirar grande proveito disso, pois estava tão cansada que mal aguentava acordada.

E finalmente....A MINHA CAMA!

Saturday, March 17, 2007

CAMDEN TOWN

Como, também, ainda não tinha visto CAMDEN TOWN por inteiro, e como é o sitio mais magnifico para se ir às compras, tiramos o Sábado para isso. Camden é realmente um mundo. Encontras de tudo, principalmente roupa alternativa para vários estilos. Vê-se desde peças únicas a roupa em segunda mão. E as pessoas, também encontras de tudo, desde o simples turista ao punk mais marado que possas imaginar. Podes até mesmo encontrar alguém com uma placa a dizer “JESUS IS ALIVE”. É realmente um sitio muito louco.
A verdade é que uma pessoa perde-se em Camden, há tanto para ver e tanto por onde ir. Quanto mais andas, mais encontras, parece que nunca acaba. E a quantidade de gente que anda de um lado para o outro, e as diferentes culturas, é FANTÁSTICO.





Friday, March 16, 2007

Primeiro dia de férias

Finalmente acabámos todos os projectos de Camberwell. Eles por aqui entraram de ferias e nós ainda temos 3 semanas até ao dia de voltar para casa. Como o mais provável é passar as próximas semanas em casa a fazer, agora, os trabalhos de Portugal, resolvemos começar já a despedida.

Hoje fomos dar a volta às lojas, começámos em OXFORD ST e fomos acabar em TRAFALGAR SQ. Fizemos algumas compras pequenas, a tentar não gastar muito dinheiro porque já não sobra assim tanto. Mas finalmente consegui ver Trafalgar Sq de verdade.

A praça é bastante ao estilo citadino. Chão cimentado, fontes, estatuas e uma grande escadaria que dá para o NATIONAL GALLERY.

Regent St

National Gallery em Trafalgar Sq

Á noite fomos finalmente ao bar que eu tanto ansiava por ir, o The Crypt. Este é um bar de jazz que se situa numa igreja. È VERDADE, UMA IGREJA. Parece que por cá é normal existirem bares e festas em igrejas, chegam mesmo a fazer festas de transe e fetiches nas igrejas. É muito fora mesmo.


Jazz Live (Nek, Katia e Andreia)

O interior

Thursday, March 15, 2007

FEELINGS IN MOTION

Eram 09:15 a.m. quando o David me ligou a perguntar se o seminário podia começar só às 10:30 a.m. Eu respondi-lhe, ainda com uma voz bastante ensonada de quem acabou de acordar, “Yes, no problem”. Mesmo que não fosse preciso, só a essa hora é que chegámos lá. Hoje era o meu dia de conduzir o seminário. Preparei uma apresentação intitulada “FEELINGS IN MOTION”.

Como eu já tinha explicado anteriormente, o tema consiste em abordar os sentimentos e histórias que se cruzam num aeroporto. As pessoas que partem, as que chegam, os momentos de felicidade e de tristeza.
Antes de tudo disse “Hi everyone”, para ter por onde começar. Comecei, então, por explicar o tema, claro. E apresentei o inicio de um filme, chamado Love actually, que mostra imagens passadas na zona das chegadas, no aeroporto de Heathrow. Fala sobre o amor existente naquele espaço.
Para completar, eu própria tinha ido ao mesmo aeroporto fazer as minhas filmagens. Mostrei, então, uma passagem de um momento triste. Uma rapariga a chorar, enquanto se despedia do namorado. Assim, puderam ver os dois lados dos sentimentos que existem num aeroporto.
Para apelar aos pensamentos e sentimentos de quem ali estava, eu distribui, uns cartões que eu fiz, com fotos tiradas no aeroporto. E pedi que os preenchessem com aquilo que eles pensavam ver ali. Que história viam, que sentimentos, o que se passa naquela imagem.
Todos tiveram imagens diferentes, que no final leram alto e passaram o cartão, para podermos, assim partilhar as diferentes historias. Foi muito divertido. E todos foram bastante observadores. Rimo-nos com algumas das observações e partilhamos mais algumas nos cartões dos outros.
No final, eu contei algumas das verdadeiras histórias, pois achei curioso o quão diferente a observação pode ser da realidade. Eu como estive lá, sabia de alguns acontecimento que passavam despercebidos na imagem. O mais curioso é uma foto que aparentemente mostra um casal, que todos pensam estarem juntos. talvez estejam a partir para ferias, e que devem ser casados.

O aparentemente casal

Mas a verdade é que ele não se conhecem. Ela é do Egipto e ele da Índia. Estão neste momento a conhecer-se pela primeira vez, porque o rapaz está a meter conversa com ela, que responde muito simpaticamente.
É tão giro ver como as pessoas observam as coisas.

Bem, depois disto, mostrei a minha entrevista ao segurança do aeroporto, em que ele conta uma história, THE MOST FUNNY STORY HE EVER SEEN, mas que acaba por ser uma história aborrecida, sem muita piada. O que tem imensa piada. Assim, acabei por pedir a eles que contassem histórias por que passaram ou que viram num aeroporto. E foi a conversar sobre o assunto que acabou o seminário.
Acho que foi bastante completo, até porque durou até ao meio dia e meio. Consegui manter uma interactividade com todos, o que não o torna aborrecido, e o David gostou.

Parece que correu bem.

O meu seminario

Esta tarde tivemos a nossa ultima tutoria. Correu bastante bem. O David disse que gostou muito de nos ter cá e que foi também uma boa experiencia para ele, e com certeza para os alunos que conviveram connosco. Pensa que o nosso nível de segurança e profissionalismo com a realização dos projectos demonstram que estamos num bom caminho. Gostou dos nossos trabalhos e da maneira como os desenvolvemos. E apreciou bastante o facto de falara-mos e trocar-mos ideias sobre os projectos com ele, deixando-o acompanhar a evolução do processo.

Uma coisa que foi bastante transparente nesta tutoria foi o quão encorajador é o David. Ele foca-se mais nos pontos positivos do que nos negativos. O que torna os alunos mais confiantes e entusiasmados com os trabalhos e com o design.
É muito bom ter alguém que nos dê apoio e que não nos deixe desiludidos com nós próprios. Quando nos dão força, ganhamos mais vontade de fazer melhor e tiramos muito mais proveito disso.

Esta foi também a nossa despedida. É o ultimo dia de aulas, eles entram em férias e quando voltarem já cá não estamos. Despedimo-nos de quem podemos e convidámos todos a irem visitar Portugal.

O DAVID PROMETEU QUE VAI VER A NOSSA EXPOSIÇÃO DE FINALISTAS E QUE ESTÁ DISPOSTO A FAZER UMA TROCA DE ALUNOS COM A ESEIG NO PROXIMO ANO.

Wednesday, March 14, 2007

Grande e barato

A proposta para o dia de hoje foi trazer uma impressão a preto e branco, do maior tamanho possível e o mais barata possível, sem importar a qualidade. Isto tem como intenção partilhar informação sobre locais de impressão e preços.
Não apareceu muita gente, e poucos conseguiram impressões realmente grandes. Um rapaz, que já é conhecido por fugir à forma normal de fazer as coisas para responder ao pedido, imprimiu várias folhas A4 e colou-as lado a lado, fazendo uma impressão muito grande. ESPERTO!



Monday, March 12, 2007

O azar chega a todos

Parece que afinal não vou ter vídeo para a minha apresentação. Hoje consegui entrar num pc da escola, mas afinal nem assim. O computador não consegue ler o DVD porque parece que ele é feito num código especial. Só instalando o programa que vem com a câmara é que dá para ler, mas infelizmente não posso instalar nada nos computadores da escola. Fico triste, mas não posso fazer mais nada.

Nos últimos dias o azar não tem sido só para mim. Este fim de semana assaltaram o flat do vizinho de baixo.
A porta do prédio já não fechava muito bem. Porque um destes dias, o Muz esqueceu-se das chaves em casa e resolveu arrombar a porta para entrar. E desde ai que a porta deixou de fechar como deve ser. Parece que alguém se apercebeu disso e teve a brilhante ideia de assaltar o prédio. Pelo que percebi da história, alguém entrou e assaltou o flat A, mas não percebi bem porquê, o gajo voltou mais tarde mas deste vez encontrou a porta trancada. Porque nós agora fechamos na segunda tranca. E como já n abria a porta tão facilmente, partiu o vidro.

Bem, o que vale é que temos um cão em casa para nos proteger. hehe

O vidro partido

O papel que está a tapar o buraco e o aviso para trancar a porta

Friday, March 09, 2007

Afinal para que serve o One-day project?

Hoje começa mais um One-day Project. Fui até lá de manhã para receber o brief. No entanto, não percebi nada daquilo. O objectivo era publicar o que tínhamos conseguido ao abordar a pessoa escolhida, mas não tinha de ser escrito. Chegou mesmo a falar que podia ser uma performance. Não consegui perceber ao certo o que ele queria, mas uma coisa era certa, aquilo de design não tinha nada.

A verdade é que acabei por ir para casa, sentei-me a trabalhar e acabei por não fazer este One-day Project. Bem, de qualquer forma temos ainda muito que fazer para entregar os trabalhos na próxima terça, e não temos tempo para fazer isto. Até porque nem nos vai servir como projecto para ser avaliado em Portugal. Sim, porque isto nem qualidade tem, são coisas feitas à pressão, o que pode ser bom para puxar pela criatividade do momento (claro que era melhor com um brief mais interessante para nós, estudantes de design), mas não nos serve de projecto a serio. Não dá para a exposição, nem para ser avaliado como um trabalho, porque em Portugal a escola é mais exigente. Isto acaba mais por ser uma brincadeira sem nenhuma finalização útil.

Bem, os próximos dias vão com certeza ser passados em casa a trabalhar. O personal e o live Project têm de ser entregues até terça, e até quinta tenho de ter tudo feito para a minha apresentação. Espero conseguir. A sorte não tem estado a meu favor.
As fotos que tirei no aeroporto estão todas cheias de grão, porque como andei a tirar às escondidas, tive de tirar sempre de longe a usar o zoom, mas usava sempre flash porque se não ficava desfocado, visto que não posso pedir às pessoas para pararem quietas. E como tinha de ser rápido, nunca tinha tempo para arranjar as definições.
Para cumulo, não consigo descarregar o vídeo para o computador, porque pelos visto aquele DVD não lê em mac só em pc. Quando fui à escola tentar usar um pc, não consegui, porque é preciso password e eu não tenho nenhuma. Ainda pedi ajuda à menina da biblioteca mas a pass que ela tinha não estava a funcionar. QUE AZAR!! Espero que segunda tenha mais sorte.

Thursday, March 08, 2007

What is graphic design?

Esta foi a manhã da apresentação da Andreia. Estava tudo marcado para as 10:00, mas chegámos atrasadas. Desta vez a culpa foi minha, ou melhor, do meu despertador que não tocou, vá-se lá saber porquê.
De qualquer modo, o atraso também não foi grande, e ainda se prolongou o inicio para prepara tudo e para algumas pessoas poderem ir ao bar ou outra coisa qualquer.

A Andreia a iniciar a apresentação

A apresentação da Andreia aborda o tema da tese dela, o que lhe vai ser bastante útil. Levanta uma questão à qual muitos não sabem responder ao certo, “What is graphic design?”. Foram também abordadas questões envolventes como a diferença entre o bom e o mau design, o nível de cultura que a população tem perante o design, e a comparação do design português com o estrangeiro.
Ouve oportunidade de ouvir resposta de todos, onde algumas opiniões divergiram, outras não tanto, mas deu para desenvolver um bom debate acerca do tema. Eu não tive direito a responder a nada porque esta sessão era destinada aos estrangeiros, mas tive o papel importante de filmar tudo.

Não éramos muitos, no entanto o seminário prolongou-se até à tarde. Por isso, acabámos por ir continuá-lo para um café muito agradável, para poder-mos almoçar. É sempre bom poder espairecer, não é todos os dias que se tem aulas num café.

A continuação no café

Estes seminários são muito bons para conhecer coisas novas, vê-las de maneira diferente ou mesmo parar para pensar nelas. Acho que devia-mos ter este tipo de sessões na escola, em Portugal. Elas ajudam a desenvolver a nossa capacidade criativa, porque acabamos por adquirir novos conhecimentos e incentiva-nos a procurar mais e a saber observar.

Tuesday, March 06, 2007

SCKEEK SCKEEK fez o rato

A emoção do dia de hoje foi que apanhámos os ratos que estavam em nossa casa. Já à um dia que ouvíamos SCKEEK SCKEEK vindo da cozinha. Mas muito constante. Achamos estranho, porque o rato nunca foi assim tão comunicativo. Começamos então a pensar que algo se passava.

Estava eu e a Andreia sozinhas em casa a trabalhar, quando resolvemos ir ver o que se passava. Afastei o frigorifico e descobrimos dois ratos em sofrimento. Tinham sido envenenados por um veneno que alguém tinha deixado ali. Foi muito triste, ver os animais a sofrer. Mas infelizmente, era eles ou nós, afinal nunca sabemos que doenças nos podem trazer os ratos.
Foi, então, o corajoso do Muz, que agarrou numa caixa de bolo para apanhar os ratos e pólos lá fora.

Foi assim que dissemos adeus aos ratos. E pelo menos levaram algumas migalhas de bolo de chocolate para as ultimas horas.

Monday, March 05, 2007

A casa nova do Nek

Passei o dia a trabalhar em casa, como de costume, mas à noite fui convidada pelo meu amigo Nek, para ir à festa de inauguração da casa nova dele. Mudou-se para um state (bairro social) em Stockwell. Pareceu-me bastante calmo, e tem uma vista altamente. A casa por dentro é excelente. tem mobília nova, dois andares com 3 quartos, uma sala grande, cozinha pequenina mas muito bem equipada e com óptimo aspecto, e uma casa de banho fantástica. Ele divide a casa com a irmã e dois amigos portugueses que acabaram de chegar a Londres.

Fomos conviver e aproveitar para cravar uns DVDs. Sim porque para alem da colecção dele ser muito fixe, nós não temos TV, logo, andamos a ressacar de filmes. No entanto, o mais provável é já não termos muito tempo para ver filmes. Afinal já falta pouco para acabarem as aulas e temos de ter os projectos prontos.

Sunday, March 04, 2007

Heathrow airport

Esta manhã acordei pronta para uma viagem de 2 horas, sozinha, até ao AEROPORTO DE HEATHROW. Tenho de preparar a minha apresentação para o seminar grup. Vou abordar as histórias que se cruzam nos aeroportos. Pessoas, que chegam, pessoas que partem, as despedidas, os reencontros, as tristezas as alegrias... Toda a movimentação de sentimentos e diferentes histórias que se encontram no mesmo espaço.
Lembrei-me deste tema quando esperava pelo comboio dos meus pais em Victoria Station, e olhava para as pessoas que corriam com as malas e as que esperavam ansiosamente pelo comboio. E curiosamente lembrei-me de um filme que aborda este tema, fala sobre o amor no aeroporto. O filme chama-se Love actually. E curiosamente passa-se no aeroporto de Heathrow.

Apanhei o BUS 12 para Picadilly Circus, de onde posso apanhar a linha do metro, ou Tube como dizem por aqui, que vai directa para o aeroporto. O metro é um local meio sujo, a precisar de uma reforma. As carruagens são diferentes do que estamos habituados a ver em Portugal. Têm duas portas estreitas nas pontas, por onde as pessoas mal conseguem passar com as malas. Os bancos são ao comprido ao longo das paredes da carruagem. E o mais estranho é que as luzes estão constantemente a apagar, parece que há uma guerra lá fora.

Ao chegar ao aeroporto, tenho 3 sentidos diferentes para 3 terminais diferentes. Fui em direcção ao 3. Atravessei um longo corredor de tapete rolante e cheguei a uma encruzilhada onde tive de escolher entre chegadas e partidas. Decidi-me pelas partidas.

Este local é uma enorme confusão. Tem os check in todos em cima uns dos outros com curros por todo o lado e para alem disso só passam os passageiros. Eu precisava de filmar e tirar umas fotos, mas pareceu-me difícil arranjar algo que vale-se a pena.
Reparei que havia segurança por todo o lado, e pensei que seria melhor perguntar primeiro se podia tirar fotos ou filmar. Bem, a resposta foi NÃO, É ILEGAL!! Pronto, agora estava tramada.

De qualquer das maneiras fui até às chegadas ver se tinha mais sorte. A segurança era menor e o espaço era melhor. Mas precisava de ter cuidado, porque afinal estamos em Inglaterra e as pessoas não gostam muito de fotografias.

Filmei um pouco, sempre com pessoas a passar à frente, e tirei fotos que ficaram muito más. Era obrigada a usar flash para a foto ficar focada porque as pessoas não paravam de se mexer, logo ficava sempre tudo com aquele clarão horrível. E é escusado dizer que centrar era uma tarefa muito complicada, porque para alem das pessoas se mexerem, era preciso disfarçar e ser rápida.

Aproveitei para fazer o trabalho de casa do one-day Project. Cheguei ao pé de um segurança coma ar simpático e perguntei-lhe qual foi a história mais engraçada que ele viu acontecer naquele aeroporto. Ele foi muito atencioso e propôs-se a ajudar-me, mas a história mais engraçada que ele viu era bastante aborrecida. lol
Mas o mais engraçado disto, é que ele é um segurança, eu estava a filmá-lo, ele sabia, e não disse nada a respeito disso. Ou seja, estava a falhar. hehe.

Passei pelos diferentes terminais, visitando tanto as entradas como as saídas. E acho que apanhei mais despedidas que reencontros. Mas as dificuldades, também foram bastantes. Nunca conseguia apanhar a tempo, ou quando eu queria gravar punha-se alguém à frente o tempo suficiente para eu perder tudo. Mas pior, foi que o DVD da maquina acabou. Bem, espero que consiga tirar alguma coisa de jeito dali.

Terminal 1

Friday, March 02, 2007

One-day Project

One-day Project. É a primeira vez que participamos em algo assim. O conceito é darem-nos um briefing e ter-mos que fazer o que pedem nesse dia com o que tivermos à mão.

Chegámos à escola, e estavam dois rapazes, o Ben e o Patrick, a distribuir briefings. São estes dois rapazes que vão conduzir os one-day Project deste ano. São alunos do 3º ano de fotografia e vão usar-nos para um projecto deles.
O briefing era sair à rua e em hora e meia, tirar fotos a desconhecidos com mais de 45 anos junto a nós.
Á partida, é um projecto chato mas ao mesmo tempo entusiasmante, e que não parece ser difícil. Mas é. Os ingleses odeiam fotos. Ninguém quer ser fotografado com medo do que se possa fazer. Alguns chegam a ser muito rudes, principalmente as velhotas. E mesmo os que aceitam perguntam repetitivamente se a foto não vai para a net, e se não vamos utiliza-la para nada de mal. Paranóicos, por tanto.

Eu com um senhor com mais de 45 anos

Eu com um senhor com mais de 45 anos

Depois disto, passámos a tarde a definir o próximo projecto. Tínhamos de escolher alguém que não conhecesse-mos para abordar e ter um pequeno dialogo. Dizer o que queríamos tirar dessa conversa e como a íamos registar.
Isto é um projecto para fazer durante a semana e ser utilizado no próximo one-day Project, ou seja, próxima sexta feira. O que não percebo é porque um ONE-DAY PROJECT é para ser feito durante a SEMANA. Vai completamente contra o conceito do projecto. è suposto ser feito num dia não numa semana.
E também não percebo porque puseram dois gajos de fotografia a dar um projecto a alunos de design gráfico. Até agora parece mais um trabalho de jornalismo que design.

Todos juntos

Thursday, March 01, 2007

Espontaneidade nas aulas

Hoje era mais uma quinta feira e como todas as quintas feiras está programado o seminar grup de manhã e tutória à tarde. Para variar até resolvemos ir, afinal podia-mos ir mais que uma vez aos seminários. Mas desta vez a coisa não correu como se esperava.
Parece que ninguém apareceu para dar o seminário desta manhã. E ninguém sabe de quem era a vez.

Bem, sem mais nada que fazer ficámos a conversar sobre os seminários que já foram feitos e os que estão por fazer. Pois alguns precisam de ajuda a decidir o tema que vão escolher, como eu por exemplo. E só faltam 2 semanas para a minha vez.

Durante isto, aconteceu o mais inesperado. O Sophus estava a queixar-se de dores nas costas. Então, o David disse para nos deitarmos todos no chão para que o Sophus ficasse mais confortável. E assim foi, deitaram-se todos nos chão, menos eu que aproveitei para fazer a reportagem do dia (tirar fotos).

Com isto, começaram a observar o tecto, enquanto o David questionava porque os canos eram a direito e não iam às curvas, ou porque o tecto tinha aquele ângulo e se aquela janela já existia ali desde o principio ou se teria sido posta posteriormente. Ou seja, a questionar tudo, e ver tudo de formas diferentes. A verdade é que ele é mesmo assim. Está constantemente a questionar tudo e criar soluções para todas as perguntas. A mente do David está em constante actividade, é incrível.

Todos no chão

O tecto da sala

Enquanto se questionava quanto aos aspectos da sala, o David lembrou-se de perguntar se alguém já tinha entrado alguma vez na Southwark Gallery, uma galeria pequena mesmo ao lado da escola. Sem esperar pela resposta perguntou se alguém sabia o que estava lá, e mais uma vez sem resposta, disse: “Vamos lá”. Levantou-se, arrumou as coisas, e fomos todos em direcção à galeria. Mas, mesmo antes de sairmos da sala alguém perguntou o que estava por trás daquela porta que está sempre fechada. Ao qual o David respondeu que era a sala de fé, que servia para rezar. Decidiu, então levar-nos lá antes de sair-mos.
Como aquele porta não dá para abrir fomos de volta, pela porta do lado oposto. A sala é uma divisão minúscula, completamente vazia. Tem 4 portas, a que usámos para entrar, a que dá para o studio, uma que diz exit mas não abre e uma mais estranha ainda que é encostada ao tecto e vem só até meio da parede. Esta porta, que alguns responderam que dava para o céu, dá provavelmente para o studio, porque exactamente do lado oposto da parede, no interior do studio, está lá uma porta no mesmo local. Mas estas mentes criativas, ou alucinadas, consoante no que preferirmos acreditar, encontram sempre novas soluções.

A porta do céu

Depois de tentar-mos não desrespeitar a sala de fé, fomos, então, direito à galeria. Mas quanto chegámos estava fechada.

Todos a caminho da galeria

Depois de mais algumas questões do David, surgiu-lhe outra ideia. “Vamos todos à biblioteca, e têm 60 segundos para escolher um livro das prateleiras e juntá-lo na mesa”.
Assim fizemos, juntámos os livros e tirámos fotos. De seguida tínhamos 10 segundos para escolher uma pagina e pousar os livros. Mais uma vez, tirei fotos. A seguir, tínhamos de pegar num livro que outro tinha escolhido e escolher uma pagina. Assim fizemos e pousamos os livros, aos quais tirei mais uma foto.

Os livros escolhidos

Os livros abertos


Não sei qual foi o propósito, talvez passar tempo de forma espontânea, mas foi muito divertido. Pode parecer parvo, mas a verdade é que estes momentos libertam-nos, o que ajuda a tornar-nos mais criativos. Não por ter feito uma vez, mas se vivesse assim a minha vida provavelmente ia ser mais feliz e ter uma mente mais aberta, e consecutivamente mais criativa. Isto porque o que muitas vezes nos impede de ter grandes ideias é prendermo-nos a nós próprios. O levar tudo tão a sério só prejudica a nossa capacidade de nos libertar-nos. E é essa liberdade que nos deixa vaguear por ideais alucinantes que podem acabar em excelentes projectos.

Bem, com isto a manhã acabou. Depois de almoço voltámos ao estúdio para uma tutória conjunta. Falámos dos projectos pessoais de cada um, mas nada desenvolvido, porque ainda está tudo no inicio. Só nós é que temos que terminar já a correr.

É muito injusto termos de fazer os trabalhos todos do GD5 quando só apanhamos metade do modulo. Acabamos por ter que fazer o mesmo que os outros mas em menos 2 meses. SIM, 2 MESES!! Nós temos um mês para fazer enquanto eles vão ter mais 2 meses pela frente para os fazer.
Não percebo porque temos de ser tratadas assim. Temos trabalhos a mais daqui e ainda mais lá.

Wednesday, February 28, 2007

Afinal ate sabem usar programas

O dia de hoje estava programado para o dia todo. Incrivelmente, foi a primeira vez que vi metade da turma toda na mesma sala. Sim, metade, porque inteira é impossível.
A aula desta manhã foi definitivamente reveladora. Tivemos a oportunidade de ver alguns dos vídeos feitos para o projecto do GD4, Sex, Lies and Comunication.
Os vídeos eram bem melhores do que eu esperava. Isto porque todos mostraram saber utilizar um programa de edição, alguns com mais complexidade que outros. No entanto, muitos dos vídeos eram confusos, de modo que não consegui perceber o sentido de maior parte deles. Também reparei que muitos usavam um estilo anos 80 ou 90, tanto na musica e cenário, como no tipo de edição e cores usadas. É muito estranho, às vezes parece mesmo que os ingleses pararam no tempo, pois mesmo as roupas que usam, os jovens deste tipo de áreas, é toda ao estilo desses mesmos anos.
A maioria dos vídeos pareceram-me aborrecidos, desinteressantes e a viajar muito longe do conceito, o que tornava difícil compreender a mensagem. Mas no meio de tudo isto, ouve dois vídeos que se destacaram, e por tal receberam palmas no final. Um era excelente em termos de montagem, que era extremamente complexa, e visualmente era bastante interessante, actual e chocante. Deve ter dado um trabalhão a fazer, mas valeu a pena o trabalho. Este vídeo misturava grafismos com fotografia e desenho, transformando tudo numa animação com critica social. FABULOSO!!
O outro tinha uma edição mais simples mas estava muito bem conseguido. Retratava na perfeição a monotonia, sem se tornar monótono. Ou seja, PERFEITO.

Fiquei também muito contente porque quando o David mostrou a minha animação para o briefing da MTV para o D&AD, todos aplaudiram, e recebi bons comentários. Discutimos algumas pequenas alterações e o David incentivou-me a concorrer.
Senti-me bastante satisfeita pela resposta que obti com o projecto e gostava realmente de participar, até porque seria a primeira vez que iria participar em algum concurso de design. Mas sinto que o projecto não é suficientemente bom para esta competição, o que me deixa um pouco relutante. No entanto eu sei que é bom participar nestas coisas, e eu nunca o faço porque sinto sempre que não tenho trabalho para isso. Mas tenho que saber arriscar, mesmo que seja só por concorrer já é um passo que estou a dar.

Por esta altura já eram mais que horas para almoçar. Esta sessão acabou e nós já não voltámos à tarde. O David ia usar o resto do dia num assunto que não nos dizia respeito, era só para o resto da turma que tivesse interessada. Portanto fomos embora.
Ainda tínhamos falado em aproveitar este raro dia de sol para dar um passeio, mas mal chegámos a casa a Andreia caiu na cama e adormeceu. Como não a quis acordar aproveitei para continuar trabalho.

Monday, February 26, 2007

Acabou o turismo e voltou a monotonia

Esta manhã, levantei tão cedo como o costume, para levar os meus pais à estação de comboio. Entre o comprar os bilhetes e partir, ainda deu para tomar-mos um cafezinho, mas rapidamente se foram embora.
De repente, fiquei sozinha. Sem saber o que fazer.
Agora que a diversão acabou e já experimentei tudo o que posso esperar daqui, começo a ficar cansada de aqui estar. A minha cama começa a fazer falta, e principalmente a facilidade de ter tudo o que preciso. Mas principalmente sinto falta de alguém com quem conviver.

Hoje, as minhas hipóteses de que isso aconteça não são muitas. A Andreia anda a passear com o Zé, que está cá a passar uns dias. Mas de qualquer forma, mesmo que estivesse em casa, o mais provável era passar o dia todo fechada no quarto em frente ao computador.

Bem, decidi ir dar uma volta nas lojas da Camberwell road, à procura de tecido e botões para o meu personal Project. Infelizmente continuo sem encontrar. Já tinha perguntado a amigos meus que vivem cá, onde encontrar, mas eles não sabem. No entanto, pior que isso, é eu perguntar a pessoas de cá e também não saberem. Parece que não deve haver disso em Inglaterra.
Acabei por comprar uns panos de limpeza, que talvez me sirvam para remediar.

Depois disto, fui almoçar, sozinha, a um restaurante Italiano que fica perto de casa. Já tinha reparado nele várias vezes e nunca tinha entrado. Até tem bom aspecto e para melhorar, os empregados são portugueses. Foram bastante simpáticos, inclusive um deles convidou-nos, a mim e à Andreia, pois eu comentei sobre a sua existência, para ir lá beber um copo um dia destes depois das 11 p.m. (provavelmente a hora em que pode receber gente no restaurante).

Bem, sem mais nada que fazer, comprei umas coisas para me alimentar nos próximos dias, pois mais ninguém se vai preocupar com isso, e fui para casa.
E lá vou eu voltar ao aborrecimento do quotidiano.

Sunday, February 25, 2007

Portobello Market

Hoje é dia de ir às compras. Fomos direitos ao PORTOBELLO MARKET, em Portobello Road. Este é um mercado, onde se encontra muita coisa em segunda mão, desde roupa a CDs e antiguidades. Tem uma zona de bancas de rua e continua pela rua a cima onde se pode ver, também, muitas lojas de portas abertas.
Encontrei novamente tipos moveis à venda, parece normal encontra-los pelos mercados. Mas o que mais me agradou foi lojas de roupa alternativa, muito gira, onde comprei uma blusa a que o meu pai prefere chamar de bibe (ou como se diz no norte de Portugal, bata).

Andámos muito, mas não foi nada cansativo, talvez por causa do treino que já levamos.





O dia de hoje não foi muito mais que isto porque os meus pais precisavam de fazer as malas. Mas à noite fomos jantar ao Nando’s, para que os meus pais pudessem experimentar o frango com piri-piri típico português.

Saturday, February 24, 2007

No meu dia de anos so desejo passear num labirinto

Hoje é o meu dia de anos. Já tive com os amigos ontem à noite, por isso hoje é para passear com os papás, que é o que tenho feito toda a semana.

Como é uma das ultimas coisas que falta, e que eu queria ver, fomos ao PALÁCIO DE HAMPTON COURT. Este fica a 15 km de Londres, por isso fomos apanhar o comboio a Waterloo Station em direcção à periferia.

A viagem não foi muito longa, mas deu para observar uma rápida mudança do outro lado da janela. Os grandes prédios cinzentos ficaram para trás e chegaram as pequenas vivendas com jardim, os lagos e as arvores ao longe.

A ver a terra a mover

Hampton Court parece ser uma vilazita pacata à beira rio, mas não posso afirmar com certeza porque não vi mais para alem do curto caminho que vai entre a estação do comboio e o palácio.
Passámos a pé uma pequena ponte que atravessava o rio e demos logo de caras com um portão do palácio. O que não me espantou minimamente, pois como é obvio, já estava a vê-lo à distancia.

Mal entrámos, fui logo direita ao labirinto. SIM, UM LABIRINTO! Ouve uma época em que era habito ter um jardim em labirinto nos palácios. NÃO É FANTÁSTICO?!
O labirinto não era muito grande mas o suficiente para perder uma boa meia hora às voltas, as paredes eram arbustos, com cerca de 2 metros de altura e entre eles estava uma vedação de ferro para que ninguém se enfiasse pelos buracos entre os ramos numa tentativa desesperada de sair.
Lá fui eu, toda contente, com os meus pais a seguirem-me. Andamos por caminhos estreitos que por vezes não tinham saída ou iam dar ao mesmos sitio de onde tinha vindo. LOL, É MESMO FIXE!
Por ali andavam outras pessoas em busca do centro do labirinto e obviamente, a saída. De vez em quando via-se um miúdo que passava a correr a chamar pela mãe, assim como umas chinesas que nunca paravam de rir, mas o mais caricato eram umas velhotas com um ar muito divertido a tentar descobrir o caminho.
O labirinto não era muito difícil, depois de algumas tentativas, que duraram uns 10 minutos no máximo, encontrei a saída e o centro. Sim, esta é a ordem correcta, encontrei primeiro a saída e depois o centro. Não é preciso gozar comigo, a falha não foi minha, mas sim do labirinto. Estupidamente a saída é à entrada do centro. Sei que isto não faz muito sentido, mas a verdade é que não pude verificar a situação, pois não havia nenhum sitio alto onde pudesse ver o labirinto de cima.

CHEGUEI!!

HA HA, A PENSAR QUE ME PERDIA!!

Depois disto já fiquei satisfeita, mas tive pena de não ter ninguém comigo que quisesse fazer uma corrida e ver quem chega primeiro ao fim. Quem me dera ter um labirinto em casa.

Como já eram horas de almoçar, fomos ao restaurante nos jardins do palácio comer uma refeição inglesa. Não estava muito má. A primeira garfada até sabe bastante bem, o pior é quando damos a segunda. Quanto mais comes, mais te apercebes do tempero excessivo, o que torna a comida bastante enjoativa. No entanto aproveitei para comer um scone, que eu adoro, apesar de que não estava lá grande coisa, era muito seco.

De barriga cheia, e a ouvir o meu pai cheio de pressas porque não havia tempo para ver tudo, afinal eram 1:30, 2 horas e o palácio fechava às 4:30.
O edifício, é um palácio medieval, bastante requintado. Passaram por ele muitos reis, e cada um ocupou um espaço diferente do mesmo.

O Palácio de Hampton Court

Passeamos por diferentes aposentos, onde vimos varias camas de dossel que quase alcançavam o tecto. A maioria das paredes eram cobertas por grandes quadros, embora a entrada de um dos aposentos continha uma pintura deslumbrante directamente nas paredes e tecto da divisão.
Parece que no meio da visita passei por um fantasma mas não dei por isso. Ao que consta é o fantasma de uma tal de Catarina, mulher de um dos reis, que foi mandada matar pelo próprio marido, acusada de traição.
Visitámos, também as inúmeras cozinhas, e os grandes jardins maravilhosos, que neste momento muitos deles estavam sem nada.

A arvore cogumelo gigante do jardim do palácio

O mais engraçado na organização turística deste palácio, é que usufrui de uma companhia de actores que desempenham papeis enquanto fazem visitas guiadas. Podemos mesmo assistir a algumas histórias que ali se passaram.
É muito giro para assistir, mas infelizmente não consegui acompanhar o grupo que eu queria porque a minha mãe foi à casa de banho e nunca mais voltava. Assim, tive de deixar o grupo partir e já não podia ir atrás.

Bem, depois de tudo visto, já estávamos cansados de andar. Decidimos voltar para casa e descansar um pouco, enquanto pensávamos onde ir jantar.
Entre alguns dos restaurantes que eu tinha assentado no bloco, que eram os únicos que tínhamos conhecimento depois da minha mãe perder o livro sobre Londres que nos servia de guia, sugeri o MANGO ROOM.

Desta vez, não era dia dos namorados, então foi mais rápido arranjar uma mesa, só tivemos de esperar meia hora. Mas enquanto isso pedimos umas bebidas deliciosas, especialmente uma que levava leite de coco que era de levar às lágrimas.
Desta vez não escolhi tão bem o prato. Pedi Pato com molho de mel. Era fantástico, e a carne estava bem tenrinha, mas não tinha era acompanhamento. Este é daqueles sítios onde a comida é boa, a apresentação do prato é muito agradável, mas a quantidade de comida deixa um pouco a desejar, para não dizer a passar fome. E para melhorar, é quase preciso deixar um ordenado para pagar o jantar.
Mas é os meus anos, e tenho direito a um sitio especial.

O meu prato

Friday, February 23, 2007

Science Museum e o fantastico musical WICKED

Para este dia pensámos em fazer algo menos cansativo para nos aguentar-mos bem para a noite, pois tínhamos bilhetes para um musical. Não sei bem como mas, para a minha mãe, um dia calmo passa por um dia num museu. Se bem que os meus pés não costumam concordar.

Como queríamos fazer o dia com mais calma, levantámo-nos bastante mais tarde, às 9 a.m. Quase que dava para recuperar o sono da ultima semana.

Fomos, então, passar o dia no SCIENCE MUSEUM. Já tinha ouvido falar maravilhas deste museu, todos me diziam que era muito giro, cheio de diversões e que eu devia mesmo ir. Contudo, isso só me levou a ter uma grande desilusão.
Imaginava um espaço cheio de experiencias cientificas giras, onde se pudesse constatar soluções por nós próprios. O que era muito mais divertido e fácil para as crianças aprenderem. E pensava que iria encontrar novas tecnologias, ou tecnologias fantásticas. Mas não. O museu era muito mais à volta do passado. Expõe a história da medicina desde os primórdios, como a medicina egípcia e grega. Constava, também, engenharia mecânica, onde podíamos ver expostos carros, aviões, barcos e comboios. BORING!
O que pareceu ser um pouco mais engraçado foi a exposição do spykids, mas mesmo assim foi uma desilusão. A maioria das maquinas que tinha eram a fingir e passava apenas vídeos como se tivessem a funcionar, mas não enganavam ninguém. Os poucos jogos que tinha, eram computorizados, mas muito maus, para alem de não terem piada, eram jogos demasiado básicos e aborrecidos.
Estava à espera de muito melhor, até porque tinham capacidade para o fazer e não o fazem.

Science Museum

Bem, quando demos por nós já eram 5 da tarde e tinha-mos de ir embora. Era preciso chegar a Victoria, jantar e estar no teatro às 7:30 p.m. Tínhamos bilhetes para o novo musical, WICKED.

WICKED...

Isto sim, valeu a pena. A sala era enorme e nós ficámos nos lugares mais distantes do palco. OS MAIS BARATOS, PORTANTO. Mas isto podia ser pior se não tivéssemos os binóculos. Sim, porque curiosamente existiam binóculos nas costas dos bancos onde podíamos por uma moeda de 50p para os tirar.
Mas realmente não me importava de ter dado 65 libras para os lugares mais próximos, pois o espectáculo merece o dinheiro.

Prontas para ver o espectaculo

Posso afirmar que isto foi o melhor momento que passei em Londres. Eu sei que a minha opinião é suspeita porque adoro musicais e mesmo a história é feita ao meu gosto. Adoro tudo o que envolve magia, bruxas e contos. Mas mesmo assim, considero a história muito interessante, ela conta o lado que nunca foi contado da história do feiticeiro de Oz. Ou seja, o lado da bruxa. Nesta história a bruxa é vista como uma menina boazinha que por uma injustiça da vida, nasceu verde. Com isto foi vitima de discriminação toda a vida e mais tarde, quando se aproxima da felicidade, é engana por um homem que faz tudo por manter a liderança do povo, enganando-o. Este é o feiticeiro de Oz.
A História aborda diversas criticas sociais de forma metafórica e encaixa na perfeição com a história original.

Contudo, o espectáculo é muito mais para alem da história. Os cenários são deslumbrantes, e a mudança dos mesmos é muito bem feita. Tem efeitos especiais muito bons, e o trabalho dos actores é excelente, assim como o dos dançarinos.

Durante o espectáculo, fui atingida por diversos sentimentos e vários arrepios. Foi, de todo, uma experiencia fenomenal. Voltava a repetir sempre que possível.

Depois de toda esta excitação, tinha uma saída marcada com os amigos tugas, pois a partir da meia noite passo a ter 23 aninhos. Estava previsto irmos a um bar de Jazz, mas parece que está tudo com falta de guito, então acabámos por ir ao bar tuga em Vauxhall. A noite não foi nada de especial, bebemos uns copos e conversámos até ao bar fechar, ou seja lá pás 2 da manhã. E isto já é muito bom, porque os pubs ingleses fecham às 11 da noite. Estes British não sabem o que é sair à noite.

Thursday, February 22, 2007

Seminar group no Royal Academy of Arts

Este dia foi um retorno à realidade, deixar um pouco a vida de turista e fazer vida de estudante.
Eram 8 a.m. quando acordei, sim, porque a Andreia só acordou meia hora depois. Mas tínhamos tempo, estavam à nossa espera apenas para as 10 a.m., em frente ao ROYAL ACADEMY OF ARTS, para um seminário.
Esta era a vez do Sophus fazer uma apresentação. Convidou-nos para ir à academia, em Picadilly road, onde nos sentámos na zona de bar enquanto ele nos mostrava um excerto de um filme. Com isto ele queria abordar um debate em volta do que percepcionámos para alem do que nos é mostrado. Ou seja, no filme, podíamos ver que a câmara seguia de perto um soldado a correr, no final ele sobe a um pequeno monte e dispara, matando um outro que se encontra caído, de joelhos. Conseguimos saber que se tratam de soldados pelo uniforme, e deduzimos que são inimigos pelo facto de um ter morto o outro. No entanto a situação revela mais que isso, a respiração do primeiro mostra determinação, enquanto a expressão e reacção do outro mostra aceitação e coragem. Isto é percepcionado através dos sentidos visão e audição, contudo, o nosso conhecimento leva-nos mais longe. Percebendo que se trata da Primeira Guerra Mundial, através do cenário e do equipamento, compreendemos todo um ambiente envolvente.
Este debate não foi muito longo, deu-se apenas a opinião do que cada um percebeu e pouco mais.

Uma instalação à entrada do Royal Academy

De seguida o Sophus levou-nos a uma exposição que se encontrava nas proximidades, o que eu não percebi o que tinha a ver.

Bem, acabando isto, fomos andando a caminho de Picadilly circus para nos encontrar-mos com os meus pais para almoçar.
A caminho fomos vendo algumas lojas muito antigas, que tinham montras fantásticas, e encontrámos um mercadozinho onde tinha uma banca que vendia tipos móveis feitos pelo próprio vendedor. ALTAMENTE! Em Portugal não se encontra assim tão facilmente.

Tipos moveis

Depois de nos deslumbrar-mos no mercado, encontrámo-nos com os meus pais e fomos almoçar a um restaurante Italiano, os únicos restaurantes onde se come bem para alem dos Portugueses.

De seguida, fomos a correr a casa, buscar os portáteis, e saímos direitas para a escola, onde íamos ter mais uma tutoria.
Desta vez fiquei muito desiludida, estava à espera de desenvolver umas ideias para os trabalhos com a ajuda do David, mas isso não aconteceu. Fiquei, então, na mesma, sem saber o que fazer ao certo. Não é que eu não saiba, mas não estou é contente, queria algo mais, mas preciso de um empurrãozito para me entusiasmar.

Wednesday, February 21, 2007

Westminster Abbey e Natural History Museum

Esta manhã, o sol entrou pela janela do meu quarto a anunciar um bom dia para passear. Assim, a minha mãe decidiu que íamos fazer a volta de Westminster, que era para se andar mais na rua.

Depois de uma longa viagem no BUS 12, devido ao transito matinal, chegámos a Westminster. Já não era a primeira vez que eu ali estava, tirando as vezes que passei por lá de autocarro, mas como não tinha entrado em nenhum dos edifícios, voltei para tentar novamente.
No entanto, parece que não estou com sorte. O parlamento, ou seja o Big Ben, não dá para visitar às quartas, porque é o dia do primeiro ministro discursar, o que é proibido a assistência do publico.

Para não se repetir o azar, ao menos a WESTMINSTER ABBEY estava aberta. Esta é a abadia real, onde são feitas as coroações. Tem um interior magnifico, não desfazendo do exterior. Os tectos são fantásticos, e todos os cantos do monumento são extremamente trabalhado são pormenor, de tal modo que é impossível apreciar tudo.
Contem inúmeros túmulos de personagens importantes da história e da nobreza inglesa. Mas o que mais me interessou ao longo da visita foi a diversidade de brasões que se encontravam por todo o lado. É impressionante como ao longo de tantos séculos, a cultura inglesa continua a preservar os brasões das famílias. Alguns já contêm tantos símbolos diferentes que parecem ser feitos de pequenos mosaicos.

Dentro da Abbey

Depois desta visita, apercebemo-nos que afinal não havia muito que ver naquela zona, e decidimos dirigir-nos a South Kesington.
Neste local, as maiores atracções são o Natural History Museum, o Science Museum e o Victoria & Albert Museum. Como todos eles são enormes e leve metade de um dia para ver por completo, tivemos de optar por um. Acabámos por escolher o NATURAL HISTORY MUSEUM.

A caminho de South Kesington, almoçamos num pub inglês. Os pratos saíram baratos, mas o sabor não era lá muito bom. Como já devíamos prever, a comida inglesa é bastante condimentada, com sabores muito fortes e pouco agradáveis, a meu ver. O pub, era igual a todos os outros, parece que vão todos ao mesmo decorador.

O Museu é, mais uma vez, gratuito, o que mostra uma boa politica de que a cultura deve ser para todos.
O edifício do museu é enorme, e maravilhoso. É um edifício antigo, que foi construído com o propósito de ser um museu. O Hall de entrada faz lembrar um palácio árabe mas construído com o típico tijolo inglês.
Este museu está dividido em duas partes, o lado animal e o lado da terra. O lado animal é verdadeiramente fantástico. Podemos observar uma grande variedade de espécies animais, desde os mais conhecidos aos desaparecidos, como os dinossauros, passando por espécies bizarras de peixes das profundezas.
Na zona do animal racional, mais conhecido por ser humano, podemos encontrar não só a evolução do corpo mas também o seu funcionamento, como a percepção e a reacção.
Durante a visita podemos ver alguns vídeos, robots e jogos ou experiencias que ajudam compreender e conhecer.

O lado do museu que aborda o tema terra, é muito mais aborrecido. Não tem tanto para interagir e é mais baseado em mensagens contra a poluição, desgraças naturais e pouco mais.
Esta parte acabámos por ver mais a correr, não só por não ter piada, mas também porque o museu estava quase a fechar. Pois é, infelizmente em Inglaterra tudo fecha por volta das 6 p.m. Parece que a esta hora acaba o dia.

A entrada do museu